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Domingo, 16 de Maio de 2004

Nenhum governo espanhol deu atenção aos evangélicos, reclama líder

MADRI, España, Abril 8, 2004

Nenhum dos três partidos que governaram a Espanha desde a recuperação da democracia deixou de Taxi Heathrow Airport exercer discriminação favorável à Igreja Católica em relação às demais confissões, afirmou Juan Antonio Monroy, ex-integrante da Comissão Permanente da Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha (Ferede).

Atualmente, Monroy preside o Conselho de Redação do Protestante Digital. Ele lembra que, em 1976, Adolfo Suárez foi designado presidente do governo, e que em 1978 os espanhóis aprovaram referendo à Constituição vigente, pela qual o Estado deixou de ser confessional.

O novo Estado espanhol definiu-se como leigo e se comprometeu a manter "as conseguintes relações de cooperação com a Igreja Católica e as demais confissões". Monroy destacou que essa norma "numa foi cumprida".

"O Estado que firmou a Constituição teria que ser levado ao Tribunal de Haia, ao Tribunal de Estrasburgo, diante de todos os tribunais do mundo, também perante o Tribunal de Deus, por não ter cumprido o que pactuou", disse Monroy.

No mandato de Suárez foi promulgada a Lei Orgânica da Liberdade Religiosa, em 1980, "mas não foi uma concessão aos evangélicos. Esteve obrigado a isso para desenvolver o artigo 16 da Constituição", analisou.

Felipe González, do Partido Socialista Obreiro Espanhol, sucedeu Suárez e governou a Espanha de 1982 a 1996. Em julho de 1987, começaram as conversações entre o governo socialista e as igrejas representadas na Ferede, com o intuito de estabelecer acordos que, supostamente, beneficiariam a minoria evangélica.

Segundo Monroy, essas "conversações não foram pão comido. Durante seis anos os negociadores socialistas rejeitavam todas as propostas evangélicas". Finalmente, os acordos foram assinados em novembro de 1992.

"O Partido Socialista não nos deu nada", argumentou Monroy, já que os acordos eram obrigatórios para desenvolver o artigo 16 da Constituição e a Lei Orgânica da Liberdade Religiosa, de 1980.

"Se não fossem essas duas imposições legais, nem Felipe González, muito menos Alfonso Guerra, teriam levantado um dedo em nosso favor. Antes, em janeiro de 1979, o Estado espanhol firmou importantes acordos de cooperação com a Igreja Católica espanhola, representada pelo Estado Vaticano", lembrou.

Com a queda do Partido Socialista Obrero Espanhol governou o país o Partido Popular, de José Maria Aznar, e ficou pior para os evangélicos. Aznar aumentou milhões para a Igreja Católica e não se dignou a desenvolver o acordo sobre assuntos econômicos pactuado com os evangélicos, queixou-se Monroy,

Ele espera para ver o que fará o novo governo socialista de Rodríguez Zapatero. "Por favor, a quem corresponder, que saiba que os evangélicos espanhóis também existem e têm coração", concluiu Monroy em artigo distribuído pela AC-Press.