![[Foto: josé A. Paz]](/picture/Mujeres_discapacitadas_8d1f50.jpg)
O papel da pessoa portadora de deficiência na evangelização
José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Março 19, 2004
"A igreja na América Latina tem que ver a incapacidade como uma promessa de serviço, como a utopia realizável, uma vez que todos nós somos iguais socialmente, como o somos aos olhos Deus", afirmou o coordenador da Pastoral de Pessoas Portadoras de Deficiência do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC), reverendo Noel Fernández.
O representante para a América Latina da Rede Ecumênica em Defesa das Pessoas Portadoras de Deficiência do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) fez essa afirmação na III Consulta Latino-Americana sobre a Incapacidade, que discutiu o papel das igrejas nesse contexto e as estratégias para o futuro.
A consulta foi realizada no Centro de Reflexão e Diálogo de Cárdenas, cidade próxima à praia de Varadero, na província cubana de Matanzas.
Delegados procedentes da Argentina, Brasil, Chile, El Salvador, Nicarágua, Equador, Costa Rica, México, Uruguai e Venezuela, além do país sede, passaram três dias dialogando em busca de iniciativas que permitam a inserção de pessoas portadoras de deficiência na vida ativa da igreja e da sociedade.
Oficinas realizadas durante a Consulta mostraram o uso de técnicas que podem ser aplicadas aos que apresentam algum tipo de limitação física ou mental. Estudos bíblicos apontaram, do ponto de vista teológico, para o apoio à missão que cabe à igreja junto a tais pessoas.
Os delegados contaram as experiências locais recolhidas no trato com pessoas portadoras de deficiência, as dificuldades que enfrentaram na hora de implementar metodologias e de conscientizar as demais pessoas, além de partilhar avanços a partir do trabalho que instituições e organismos religiosos têm realizado.
A Consulta também enfocou os entraves que ainda persistem nessa área, como a falta de oportunidade de pessoas portadoras de deficiência trabalharem no campo da evangelização, quando seu testemunho é a melhor expressão do amor de Cristo.
"Ainda temos que lutar por uma igreja inclusiva, como pregou Jesus Cristo, que não discrimina nenhuma pessoa por causa de sua raça ou alguma limitação de ordem física ou intelectual", sublinhou Fernández.

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