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Domingo, 30 de Maio de 2004

Cristãos realizam vigília pela paz

Eduardo Chinchilla, SAN JOSÉ, Costa Rica, Março 18, 2004

Motivado pelo mote "A paz é o trunfo da justiça: Sem a paz não há Taxi Heathrow Airport Tratado de Livre Comércio com os EUA", um grupo de cristãos de diferentes igrejas e organizações ecumênicas reuniu-se ontem à noite, nesta cidade, para uma vigília de oração pela paz.

Convocados pela Universidade Bíblica Latino Americana (UBL), o Serviço de Justiça e Paz (SERPAJ), a Escola Ecumênica de Ciências da Religião da Universidade Nacional, o Projeto Semente de Esperança do Departamento Ecumênico de Investigações (DEI) e o Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), os manifestantes mostraram sua clara posição à ratificação do Tratado de Livre Comércio por parte dos deputados do Congresso da Costa Rica.

"Nessa ocasião queremos manifestar nosso desacordo com a forma como se tem estabelecido ao povo costa-riquenho as negociações do Tratado de Livre Comércio", afirmaram os organizadores da vigília em comunicado à imprensa.

"É nosso dever cívico e moral. É um compromisso pela nossa fé e consciência cristã. Não podemos deixar de expressar nossa preocupação e inconformidade com as políticas neoliberais que o governo dos Estados Unidos vem impondo com o beneplácito dos governos de nossos países. Sabemos que essas políticas beneficiam as grandes corporações transnacionais e negam os interesses de nossos povos" enfatizaram.

A vigília de oração concentrou-se num dos pontos mais centrais da capital da cidade, a praça Juan Rafael Mora, em honra ao ex-presidente do país que em 1856 lutou contra a intromissão dos piratas norte-americanos no território costa-riquenho e em outros países da América Central.

Observados por transeuntes - alguns deles somaram-se à vigília - os participantes entoaram canções à paz e elevaram orações a Deus para que seu Reino de justiça se faça presente em meio do povo costa-riquenho e em todo o mundo.

"A paz é o fruto da justiça. Construamos uma sociedade com justiça econômica, uma política participativa, com igualdade de gênero e com respeito à diversidade", pediram.

A vigília foi encerrada com um gesto de união de todos os cristãos participantes, que deixaram a figura de suas mãos modeladas com pintura numa manta, na qual se lia: "Mãos que constróem a paz e a justiça".