![Rhode González, presidenta do Conselho de Igrejas de Cuba. [Foto: José A. Paz]](/picture/Rhode.jpg)
CIC condena todo tipo de violência
José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Março 16, 2004
A Assembléia Geral do Conselho de Igrejas de Cuba (CIC) repudiou "os últimos fatos ocorridos Taxi Heathrow Airport em países como Iraque, Rússia, Haiti, Espanha e outros lugares" e condenou "todo tipo de violência como antítese do shalom, ao qual aspiramos como povo de Deus".
Os 153 delegados à 41ª Assembléia Geral do CIC, reunidos na Igreja Presbiteriana Reformada de Luyanó, Havana, de 10 a 12 de março, intercederam a Deus "pela unidade da família cubana e toda pessoa que sofre perseguição ou está presa por causa da justiça".
Os cristãos de Cuba lembram, na mensagem, que a proximidade da Semana Santa é um momento para acender a luz da esperança, e que ela se expanda sobre o povo. Eles assumiram o compromisso de dar continuidade ao processo renovador e de aprofundamento que o CIC iniciou na tentativa de responder, de forma mais efetiva, às necessidades das igrejas e do movimento ecumênico.
"A Igreja como corpo de Jesus Cristo é um ente vivo e vibrante, e tem que atuar de acordo com as circunstância de cada momento em sua missão de ser elemento pacificador, de reconciliação e catalisador dos processos que incentivem a qualidade de vida do povo", diz a mensagem.
O CIC também se compromete "a continuar promovendo a salvaguarda do mundo diante de qualquer manifestação de autodestruição e ou manipulação dos conhecimentos científicos dados ao ser humano como promessa, diante de experimentos que atentem contra a ética e o futuro da humanidade".
Ao condenar os últimos atos violentos ocorridos na Espanha, a Assembléia do CIC aprovou o envio de carta de condolências à Federação de Entidades Religiosas Evangélicas da Espanha (Ferede).
A carta diz que os cristãos de Cuba manterão "nossos rogos constantes a Deus para que restitua a esperança de uma vida plena àquelas pessoas que foram vítimas dos atentados".
A presidenta do CIC, Rhode González, eleita nessa Assembléia, explicou que o documento aprovado é a síntese dos aspectos mais significativos que o trabalho do Conselho assumirá numa nova etapa. Segundo González, nessa nova etapa "o ecumenismo cubano transita num momento de aprofundamento na ação social da Igreja como compromisso com o povo, do qual é parte indissolúvel".

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