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Sábado, 20 de Novembro de 2004

Igrejas apoiam que "A Paixão" seja declarado de interesse municipal

ROSARIO, Argentina, Março 5, 2004

As igrejas evangélicas desta cidade argentina apoiaram a iniciativa do vereador José Bonacci, pedindo que Taxi Heathrow Airport o filme "A Paixão", do diretor australiano Mel Gibson, seja declarado de interesse municipal. O filme estréia em abril na Argentina.

Bonacci também propõe que a exibição do filme seja isento de taxas e direitos municipais para que a entrada seja mais barata e possam assisti-lo o maior número de pessoas.

"Espero que meus pares entendam que 90% dos rosarinos são cristãos", precisou Bonacci. O vereador explica que seu projeto pretende incentivar os espetáculos de educação artística e cultural. Argumentou que a narrativa cinematográfica das últimas 12 horas da vida de Jesus Cristo "baseia-se nos escritos da Santa Bíblia".

A iniciativa será analisada em comissões do município a partir da semana que vem. Para chegar à discussão na Câmara Municipal, ele deve reunir assinatura de seis das 11 comissões. "Não sei se essa proposta vai prosperar no Conselho, onde a metade dos seus integrantes não tem a raiz religiosa de 90% dos rosarinos", comentou Bonacci.

O vereador do Bloco de Conselheiros por Rosário defendeu a promoção cultural de "A Paixão", mesmo frente as acusações de antisemitismo dirigidas ao filme. Ele qualificou o filme de "um canto à simplicidade contra o poder e a bestialidade dos poderosos".

A Confraternidade de Líderes Cristãos e a Rede de Igrejas Evangélicas em Ação Social de Rosário expressaram total apoio à iniciativa.

O coordenador geral da Rede, pastor Carlos Ahubán, declarou ao diário La Capital que o longa metragem sobre as últimas horas de Jesus Cristo "é uma leitura mais real, não hollywoodiana, que descreve uma morte atroz. A violência que Gibson reflete é muito mais real da que estamos acostumados, mas a carga emocional excede a espiritual e seguramente tocará a nossa alma".

Consultado sobre as fortes críticas que vêm de setores da comunidade judaica, Ahubán considerou que "a sensiblidade do povo judeu sempre está à flor da pele, mas, segundo disse o diretor (do filme), sua fé católica é contrária ao antisemitismo".

João Ferreira da Costa

Porque dar tantas ênfases a este filme. Quem conhece a Bíblia não tem nada mais a saber da Paixão de Cristo , isso é meras especulações , visando público , dinheiro e estatueta.


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