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Quinta-feira, 20 de Maio de 2004

Israel Batista, secretário geral do CLAI [Foto: CLAI]
Israel Batista, secretário geral do CLAI [Foto: CLAI]

Visão do CLAI se consolida, diz Batista

Manuel Quintero, HAVANA, Cuba, Março 1, 2004

A adoção de um estilo de trabalho flexível que incorpora a contribuição das igrejas, o Taxi Heathrow Airport avanço na reflexão teológica sobre o tema da graça, a positiva contribuição à presença pública do evangélico e a ênfase no trabalho nacional são sinais de que a nova visão do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI) se consolidou, disse o secretário geral do organismo, pastor Israel Batista.

"Temos aproximado a agenda do CLAI à das igrejas e introduzimos desafios na visão missionária dessas igrejas com temas como fé e economia, gênero, saúde reprodutiva, cidadania ambiental", destacou Batista no relatório que apresentou à Junta Diretiva do Conselho, reunido nesta cidade.

Um dos elementos da nova visão, assinalou, é a abertura para novas igrejas que não participavam do movimento ecumênico. Esse "não é um caminho fácil e requer confiança mútua", disse, acrescentando que o CLAI "deve ser um espaço flexível, regional missionário com um sentido integral".

Batista lembrou que a unidade da Igreja de Cristo é uma das preocupações centrais do CLAI e lamentou que a unidade, como tema específico, não tenha a visibilidade necessária. "É preciso trabalhar pela unidade do mundo evangélico afirmando a construção de uma igreja com rosto latino-americano", declarou.

O secretário geral reafirmou os esforços realizados para projetar a imagem e atuação das igrejas além das fronteiras continentais, num contexto no qual a América Latina "se vê marginalizada de muitos cenários mundiais". Ele destacou, de modo especial, o diálogo sobre missão e cooperação que envolve igrejas européias e latino-americanas.

A atuação do CLAI em 2003, segundo Batista, teve como cenário um continente marcado pelo agravamento da crise, cujos sinais mais significativos são o maior empobrecimento – que afeta fundamentalmente a classe média –, a perda de horizontes e oportunidades para a juventude, a acelerada deterioração do meio ambiente e o aumento da violência e insegurança.

Mas, apontou, também aconteceram sinais de esperança ao longo do ano, como a crescente força e organização dos movimentos indígenas e as políticas de alguns governos que mostram uma maior independência e buscam formas alternativas de integração. Nesse contexto, é alentador que as igrejas e o CLAI assumam "vozes desafiadoras no cenário público".

"Por esse caminho avançamos e pedimos a Deus que Ele nos ilumine para saber o que devemos dizer e fazer em tempos tão difíceis. É prioritário que o CLAI se levante, não como voz independente, mas acompanhando as igrejas para, juntas, avançarmos no desempenho de nossas tarefas profética e pastoral", afirmou.

A Junta Diretiva do CLAI está reunida nesta cidade de 27 de fevereiro a 1 de março. O encontro foi aberto pelo bispo anglicano Julio César Holguín, presidente do CLAI.

Em suas palavras para a Junta, Holguín lembrou que no ano de 2003 foram cumpridos 25 anos de peregrinação ecumênica, "uma peregrinação que deu frutos e que nos serve de motivação para continuar à frente, na tarefa de seguir sendo ponte e voz das igrejas da América Latina e do Caribe".

A Junta Diretiva vai dedicar uma sessão à análise das relações desse organismo com o Conselho Mundial de Igrejas e outra para uma troca de informações com líderes das igrejas membro do CLAI em Cuba.

A agenda da reunião também inclui deliberações sobre a Década para a Superação da Violência, da Pastoral Indígena, do programa de Assistência Solidária às Igrejas, da Pastoral Negra e escolha do lema e sede da próxima assembléia geral do CLAI, prevista para 2007.