Evangélicos condenam violência e atentados
Manuel Quintero, QUITO, Ecuador, Fevereiro 4, 2004
A Confraternidade Evangélica Equatoriana (CEE) condenou, em comunicado à opinião pública divulgado ontem, a violência Taxi Heathrow Airport e os atentados que mataram um funcionário público e feriram outras três pessoas nos últimos dias.
O chefe da unidade de controle de combustível da Petro Comercial, Patricio Campana, 51 anos, foi assassinado por desconhecidos, numa tentativa, supõe-se, de bloquear as investigações que ele realizava sobre atos de corrupção no manejo da gasolina.
O crime ocorreu no dia 30 de janeiro, quando Campana resistiu ao furto da maleta que portava, contendo um notebook no qual registrava informações sobre roubo de combustível, a lista de pessoas implicadas, os frentistas e postos que fariam parte da rede ilícita.
Dois dias depois, no domingo à noite, o presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), Leonidas Iza, saiu ileso de atentado na parte de fora do edifício onde esse organismo tem escritório, em Quito. Um irmão, sobrinho e filho de Leonidas receberam várias balas. Os três sobreviveram.
Em coletiva de imprensa, Leonidas disse que os indígenas presumem que autoridades governamentais estejam por detrás do atentado por causa da oposição da CONAIE ao governo nos últimos meses. O presidente Lucio Gutiérrez chegou a declarar que "fará respeitar o seu governo, com a lei e com as armas". Leonidas contou que duas pessoas dispararam contra ele.
Os evangélicos equatorianos assinalam, no pronunciamento, que "a violência e o desrespeito à vida não podem ter acolhida" no país, e exortam as autoridades competentes para que "realizem as ações correspondentes, descobrindo e castigando os responsáveis por esses fatos repudiáveis".
O ministro da Casa Civil, Raúl Baca, disse que o governo "não está perseguindo ninguém". Ele também rechaçou as acusações dos indígenas, e assegurou que o governo buscará os responsáveis pelo ataque.
A tentativa de assassinato do líder da CONAIE provocou o sentimento generalizado de rejeição ao atentado em todo o país, inclusive do presidente Lucio Gutiérrez, que ordenou a investigação do mesmo.

Portada
Início
Comenta este artigo