Um horto de plantas medicinais
SAO LEOPOLDO, Brasil, Janeiro 30, 2004
Ao invés de flores e frutíferas, o Centro de Ciências Biológicas da Universidade do Vale Taxi Heathrow Airport do Rio dos Sinos (Unisinos), desta cidade, aproveitou todo o espaço disponível para ajardinamento e o preencheu com plantas e árvores de uso medicinal.
O curso de Biologia da Unisinos desenvolve, há tempos, o projeto Plantas Medicinais e oferece, a cada ano, quatro cursos de extensão, de 20 horas de duração cada, que congrega médicos, farmacêuticos, agrônomos e agentes de pastoral interessados no assunto.
O projeto tem por objetivo resgatar o conhecimento tradicional botânico das plantas, trazer esse conhecimento para a academia, estudá-lo e devolvê-lo à comunidade. "Nós estudamos o uso tradicional dessas plantas", definiu a coordenadora do projeto, professora Virgínia Koch.
O horto da Unisinos, cultivado por jardineiro e estudantes estagiários de Biologia, abriga mais de 200 espécies. Os cursos de extensão oferecem a exata identificação das plantas, mostra usos e preparo, e como cultivá-las em casa.
O projeto também desenvolve o estudo etnobotânico de plantas medicinais. A professora Virgínia explicou que as culturas fazem seu próprio uso dessas plantas. Segundo a medicina tradicional dos descendentes de alemães, o guaco é usado para combater a tosse. Já índios guarani lavam a cabeça com chá de guaco para combater enxaquecas.
Pesquisadores da Unisinos analisaram por mais de ano o uso que italianos da região de Riozinho, no Rio Grande do Sul, fazem das plantas medicinais. Próximo passo, será levar essa mesma observação para a comunidade de poloneses da região, que certamente mostrará usos diferenciados para um mesmo tipo de planta.
O uso tradicional que o povo faz de plantas medicinais é comparado com os resultados científicos que porventura existam daquela espécie, para devolvê-lo à comunidade. O projeto enfatiza a relação do ser humano com as plantas.

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