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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2005

Reinerio Arce e Gerard Granado depositam coroa de flores junto ao monumento de Martí [Foto: J.A.Paz]
Reinerio Arce e Gerard Granado depositam coroa de flores junto ao monumento de Martí [Foto: J.A.Paz]

Religiosos rendem homenagem a Martí

José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Janeiro 29, 2004

Líderes de conselhos de igrejas que participaram do Encontro de Acompanhamento Pastoral, reunido de 26 Taxi Heathrow Airport a 28 de janeiro nesta capital, somaram-se à celebração do 151 aniversário de José Martí.

Cristãos de diferentes congregações, visitantes de várias partes das três Américas e o representante do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) reuniram-se no Parque Central de Havana, onde depositaram coroa de flores junto ao monumento ao escritor e prócere da independência cubana, considerado o cidadão mais importante da história do país.

É a primeira vez que as igrejas evangélicas da capital, depois da ascensão de Fidel Castro ao poder, juntaram-se para render tributo a Martí, professor, poeta e o grande pensador da guerra da independência de 1865.

O jovem Abdías Expósito, da Igreja Santidade Pentecostal, estudioso da obra martiana, apresentou um giro histórico sobre a vida do herói cubano e destacou as idéias que Martí desenvolveu sobre religião.

Para José Martí, as idéias tinham que ter raiz e asas. Raiz pela profundidade que todo pensamento nobre deve levar; asas porque deverá voar bem alto à caça dos sonhos.

Uma expressão de Martí que freqüentemente é citada em sermões por seu significado diz que "na cruz morreu o homem um dia, mas é preciso aprender a morrer na cruz todos os dias".