Humanidade deve ser um bom mordomo da Criação, alerta Bartolomeu I
José Aurelio Paz, HAVANA, Cuba, Janeiro 23, 2004
Na recepção que teve no Palácio de Convenções de Havana, ontem, o líder mundial da Taxi Heathrow Airport Igreja Ortodoxa de rito grego, Bartolomeu I, disse que a humanidade deve ser um mordomo responsável no cuidado do meio ambiente e não um idiota destruidor da Criação.
Na presença do presidente cubano Fidel Castro, de cientistas e de líderes religiosos, o patriarca afirmou que "a humanidade está obrigada, hoje e no futuro, a cultivar e proteger o mundo natural que a rodeia, fazendo uso adequado da vida no planeta, de maneira que ele se mantenha saudável, produtivo, frutífero e bonito para as gerações futuras".
Bartolomeu I está de visita a Havana onde consagrará, no domingo, a primeira catedral ortodoxa grega em Cuba. Na defesa da Criação, o patriarca assinalou que o cuidado do meio ambiente não pode ser privativo da ciência, porque seria negar a condição de mordomo dada às criaturas de Deus com o objetivo de povoar a Terra.
"Razão pela qual promovemos, constantemente, campanhas para que todas as pessoas e os governos se sensibilizem e organizem a ordem da vida natural em que vivemos, respeitando sua capacidade para regenerar-se e preservar-se", assinalou.
O plano perfeito de Deus para a terra, a vida e as águas estão sendo afetados por um constante movimento caótico de emissão de contaminantes, definiu. "Com nossas ações tratamos de dissuadir os que têm que ver com a contaminação, de maneira que busquem vias que aliviem esse mal, mas isso não nos exime da responsabilidade que, no plano pessoal, cada um de nós tem", definiu.
O patriarca ortodoxo referiu-se à série de reuniões que seu patriarcado organizou na escola teológica da Santa Trindade, que coopera com diversos organismos internacionais, entre eles a União Européia.
Bartolomeu I enfatizou que a humanidade deverá atuar de modo apropriado para recuperar e restaurar o que foi perdido, ante a responsabilidade dada por seu Criador de exercer uma boa mordomia de suas riquezas.
"Regozijo-me pela consciência que encontrei no povo cubano e seus líderes em relação ao cuidado do meio ambiente e desejamos que esse interesse continue incrementando-se de maneira que essa maravilhosa ilha seja preservada e apreciada por todos, e que, a partir de seu exemplo, o mundo interaja de maneira adequada", desejou.
Ao concluir sua fala o patriarca recebeu um lote de livros sobre a preservação do meio ambiente, escritos por cientistas cubanos. O líder religioso agradeceu o presente e entregou às autoridades cubanas materiais sobre o mesmo assunto que trouxe consigo.

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