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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2004

Intolerância religiosa marca Chiapas

SAN CRISTÓBAL DE LAS CASAS, México, Janeiro 22, 2004

Mesmo com a promulgação, no dia 6 de novembro passado, do regulamento da Lei de Taxi Heathrow Airport Associações Religiosas de Culto Público no México, a intolerância religiosa continua bem presente no meridional Estado de Chiapas.

Que o digam os evangélicos da comunidade de Chempil, no município de Huixtán. Segundo relato do gestor da Aliança Evangélica Ministerial dos Altos de Chiapas e presidente da Rádio União de Chiapas, Luis Antonio Herrera, um líder evangélico ampliou sua casa com uma peça, para as reuniões de oração. Os evangélicos tiveram apoio do grupo cristão Shadai.

As autoridades da comunidade camponesa (ejido) não gostaram da iniciativa e ordenaram que os evangélicos desfizessem a ampliação da moradia, mesmo que se trate da casa de um dos fiéis. Deram dois meses de prazo para que destruíssem o puxado, do contrário elas tratariam de faze-lo.

Os evangélicos não cederam e no final de outubro foram avisados de que o prazo se esgotara. No dia 5 de novembro, o prefeito de Huixtán chegou ao local com o objetivo de tratar outros assuntos e os evangélicos tentaram aproveitar o momento para tratar do problema. As autoridades camponesas se negaram a levá-lo ao prefeito.

Ficou acertado, então, que o problema seria tratado no dia 14 de novembro. Quando um grupo de evangélicos se apresentou para elucidar a questão, as autoridades camponesas o deteve, argumentando que eles não cooperam com a comunidade. Um argumento totalmente falso, já que o único ponto que os evangélicos não colaboram está relacionado às festas religiosas, relata Herrera.

O caso foi denunciado às autoridades do governo e os evangélicos foram liberados, depois de permanecerem presos por 20 horas pelas autoridades do ejido. Ao serem libertos, sofreram ameaças e intimidações.

Em assembléia, que reuniu mais de 100 pessoas, o grupo de evangélicos integrado por seis participantes foi obrigado a assinar ata comprometendo-se a destruir a casa de oração, a restituir os gastos resultantes da prisão e a não apresentar qualquer tipo de denúncia às autoridades.

Mais tarde foi nomeada comissão do governo do Estado para avaliar o problema. As autoridades do ejido (camponesas) tentam converter o caso em questão agrária, com o intuito de tirar as terras do evangélico Alonso López Vázquez, proprietário do terreno onde foi construída a casa de oração, e expulsá-lo da comunidade.

Os evangélicos recorreram à Subprocuradoria de Justiça Indígena, que investiga os fatos.