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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2004

Evangélicos tentam deter prisão de ativista pela paz

BOGOTA, Colombia, Janeiro 19, 2004

Dirigentes evangélicos e de organização não-governamental que se empenham por paz com justiça na Colômbia Taxi Heathrow Airport pediram aos fiéis e militantes para que se dirijam às autoridades, a fim de solicitar-lhes que não executem o plano que quer levar o ativista pela paz Ricardo Esquivia à cadeia. Esquivia é acusado de ser membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O plano inclui a utilização de pessoas que deixaram as Farc para passar falsas informações, revela o chamamento urgente assinado pelo presidente da Igreja Menonita da Colômbia, Peter Stucky, e pela diretora da organização Justapaz, Jenny Neme.

Esquivia foi diretor da Justapaz e coordena, atualmente, a Comissão pela Restauração, Vida e Paz, organização criada pelas igrejas evangélicas voltada à defesa da paz e dos direitos humanos. Ele também foi vice-presidente do Conselho Evangélico da Colômbia (Cedecol).

Na tentativa de impedir que continue trabalhando, o plano prevê o aliciamento de informantes subornados. Esse procedimento é similar ao empregado para outros líderes do movimento social, sindical e membros de ONGs que estão presos.

A administração do presidente Alvaro Uribe Vélez implementou uma política de guerra total contra a guerrilha e prometeu derrotar os grupos insurgentes. Nessa política, fortaleceu-se o aspecto militar e foram eliminadas as garantias constitucionais e os direitos humanos.

Igrejas evangélicas trabalham pela defesa dos direitos humanos através de diversas iniciativas, como Justapaz, a Comissão pela Restauração, Vida e Paz, e o Cedecol.

"Ajudamos as vítimas da violência, denunciamos abusos e promovemos uma nova sociedade de justiça e paz. Por esse trabalho, as igrejas não-católicas sofreram, no ano passado, o assassinato de mais de 40 pastores e líderes, que deixaram viúvas e órfãos", diz o documento.

O chamamento em favor de Ricardo Esquivia, membro da Igreja Menonoita, pede que fiéis de todas as igrejas enviem cartas ao presidente Uribe, aos parlamentares, ao alto comissionado pela Paz, Luis Carlos Restrepo, ao ministro do Interior, Sabas Pretel de la Veja, e ao comandante geral das Forças Armadas, Carlos Alberto Ospina.

Evangélicos entendem que uma ação como essa, preparada contra Esquivia, contradiz os compromissos que o governo colombiano assinou, de respeitar os direitos humanos, além de violar o direito à liberdade religiosa.


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