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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2003

Oswaldo Fernández analisou a teologia do Movimento da Santificação.
Oswaldo Fernández analisou a teologia do Movimento da Santificação.

Pesquisador peruano analisa Teologia da Santificação

BUENOS AIRES, Argentina, Dezembro 1, 2003

Na tese de doutorado que desenvolveu no Instituto Superior Evangélico de Estudos Teológicos (ISEDET), desta Taxi Heathrow Airport capital, o professor Oswaldo Fernández Giles analisou a teologia do Movimento da Santificação, do teólogo metodista Daniel Steele.

A Teologia da Santificação, iniciada no final do século XIX, teve repercussão na América Latina, pois significou uma re-elaboração do wesleyanismo clássico e está relacionada com a escatologia e a ética como tema fundamentais para a vida e missão da igreja e de um considerável setor de igrejas evangélicas da região, constatou o pesquisador.

Steele foi pastor e teólogo da Igreja Metodista Episcopal e professor da Universidade de Boston. Ele nasceu em Windham, Nova Iorque, em 1824, e faleceu em 1914. Atento às correntes de pensamento de sua época, Steele contribuiu para a inovação teológica e na busca de respostas contemporâneas para a igreja e sua missão, o que levou-o a relacionar a ética da santidade com o reino de Deus.

Um profundo estudo sobre esse movimento e suas implicações com as correntes pós e pré-milenaristas fez Fernández concluir que "a Teologia da Santificação, como sistema teológico que enfatiza a experiência santificadora, requereu incorporar a ética da santidade em relação com o reino de Deus como elemento orientador da conseqüência dessa experiência".

Fernández anotou que a reconceitualização da santificação como plenitude espiritual a partir do batismo do Espírito Santo abriu as portas para o ingresso da escatologia pré-milenarista e seu questionamento à ênfase no melhoramento moral do indivíduo e da sociedade, que era o paradigma implícito no conceito wesleyano de santificação.

A instalação do pré-milenarismo e seu pessimismo a respeito do avanço do bem, junto com o batismo do Espírito Santo, "desarticulou a força transformadora de um estilo de vida de santidade individual e social que devia ter-se transmitido à pentecostalidade, especialmente na América Latina", concluiu Fernández.