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Terça-feira, 30 de Dezembro de 2003

Igrejas denunciam omissão de autoridade nos distúrbio de Neuquén

BUENOS AIRES, Argentina, Novembro 28, 2003

A Igreja Evangélica Metodista Argentina (IEMA) e o Movimento Ecumênico pelos Direitos Humanos (MEDH) denunciaram Taxi Heathrow Airport a tardia intervenção e violenta repressão policial contra os manifestantes que protestaram na província de Neuquén na terça-feira passada.

O MEDH declarou que os protestos foram motivados pela "soberba e incapacidade de diálogo" das autoridades dessa província do sudoeste argentino, que insistem em fazer "prevalecer uma idéia política sobre a vida das pessoas", ao tratar de impor um recenseamento e um cartão de débito.

A IEMA condenou a brutal repressão contra o povo de Neuquén e reclamou das autoridades sensibilidade frente às queixas populares e responsabilidade na busca de respostas que levem em conta a urgência como a necessidade de programas de longo alcance.

"A partir do nosso ser cidadão não podemos deixar de assinalar que a democracia é só uma farsa, se não forem respeitados os direitos das pessoas e se trabalhar na busca do bem comunitário", diz a declaração assinada pela pastora Nelly Ritchie, bispa da IEMA.

O MEDH assinala que os protestos começaram cedo no bairro San Lorenzo e que as "numerosas tentativas para que algum funcionário - do poder Executivo, Judiciário ou da polícia - se inteirasse da situação foram absolutamente infrutíferas".

Com o correr das horas, acrescenta, a situação e o clima foram se agravando. Começou uma repressão injustificada que derivou em provocações mútuas, escaramuças, saques e batalha campal, que deixou numerosas pessoas feridas, alguns a bala.

Somente por volta das 21h30 - portanto dez horas depois do início dos protestos - pôde-se ver algumas decisões orientadas para a distensão do clima, aponta a nota. "A demora de uma resposta eficaz é inexplicável", afirma

"Estamos convencidos que o aumento gradual das forças de repressão não é o caminho para solucionar essas situações. Unicamente a não-violência e a atitude de diálogo ajudam para uma convivência democrática e digna de chamar-se humana", dizem as Comunidades do Oeste de Neuquén e a Pastoral Social do Bispado local.