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Domingo, 30 de Maio de 2004

Casimira Rodríguez, recebe o Prêmio Mundial Metodista da Paz 2003 [Foto: CMM]
Casimira Rodríguez, recebe o Prêmio Mundial Metodista da Paz 2003 [Foto: CMM]

Doméstica recebe Prêmio da Paz metodista

LA PAZ, Bolivia, Novembro 27, 2003

A doméstica boliviana Casimira Rodriguez Romero, líder de organização continental que congrega a categoria, recebeu Taxi Heathrow Airport o Prêmio Mundial Metodista da Paz 2003, numa solenidade emocionante realizada na quinta-feira, 20, na Igreja Evangélica Metodista "La Reforma", de La Paz.

Representando os 39 milhões de metodistas, o Conselho Mundial Metodista (CMM) outorgou a distinção a Casimira em reconhecimento à sua "coragem, criatividade e constância" na luta pelos direitos trabalhistas e legais das domésticas bolivianas. Graças a essa luta as domésticas têm, hoje, uma Lei de Regulamentação do Trabalho Assalariado do Lar.

Casimira é quechua e membro da Igreja Evangélica Metodista da Bolívia (IEMB). Ela foi indicada ao prêmio pelo reverendo Carlos Intipampa, bispo da IEMB. A distinção é entregue anualmente a uma pessoa, grupo ou entidade que tenha dado significativa contribuição à paz, à justiça e à reconciliação.

A vencedora do prêmio deste ano nasceu em Mizque, próximo à cidade de Cochabamba. Filha única de família muito pobre, começou a trabalhar como doméstica aos 13 anos de idade. Submetida a abusos físicos, mentais e sexuais, trabalhou dois anos sem receber pagamento, como é comum em muitos lugares da América Latina. "Em muitos momentos senti-me uma insignificante", contou.

Quando conheceu a Cristo sua vida encheu-se de esperança e fé, porque entendeu que o Senhor estava ao lado dos pobres e enfermos, e era contra a injustiça. Ela ingressou na Igreja Metodista Emmanuel, de Cochabamba.

Aos domingos, dia de folga, ela freqüentou aulas de corte e costura. Esse grupo converteu-se, depois, na Organização de Trabalhadoras Domésticas e Casimira destacou-se como líder. Ela foi eleita duas vezes secretária geral da Federação Nacional de Trabalhadoras Domésticas. Atualmente, é secretária geral da Confederação de Trabalhadoras do Lar da América Latina e do Caribe, que tem filiais em 14 países.

A fé cristã guiou-a em momentos de grande adversidade. Ela se dedica a buscar a paz e a justiça, no que se mostra como modelo para todos, declarou o secretário geral do CMM, George Freeman.

O CMM agrupa 76 igrejas de 132 países. Ele instituiu o Prêmio Mundial Metodista da Paz em 1970. Desde então, receberam o prêmio personalidades como o presidente da Macedônia, Boris Trajkovsky; o ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela; o secretário geral da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan; organizações como San Egídio, que trabalhou pela paz em Moçambique, e as Avós da Praça de Maio, da Argentina.