Interesse das mídias pelos evangélicos não é conjuntural, diz comunicador
Hugo Lévano, LIMA, Perú, Novembro 26, 2003
O crescente interesse público e das mídias na América Latina pelos evangélicos não é conjuntural Taxi Heathrow Airport "e devemos preparar-nos para assegurá-lo", declarou o diretor de Comunicação do Conselho Latino-Americano de Igrejas (CLAI), Manuel Quintero.
Em reunião com diretores de periódicos, de produtores de rádio e líderes de igrejas evangélicas desta capital, na segunda-feira à noite, Quintero disse que, embora persista a apreciação nas mídias de que o evangélico não interesse, nos últimos tempos alguns acontecimentos que tiveram lugar no âmbito religioso não-católico receberam grande publicidade.
"Isso reflete o crescimento do movimento evangélico em muitos países do hemisfério e o conseqüente incremento dos meios de comunicação vinculados às igrejas desse credo, que em alguns países competem com órgãos católicos", afirmou.
É preciso reconhecer, porém, que a imprensa, a televisão e as emissora de rádio evangélicas não constituem ainda uma alternativa aos meios seculares, assinalou.
O fato indica que os evangélicos "estão superando o seu complexo de minoria e assumindo cada vez mais sua responsabilidade social, econômica e política. Há um processo de amadurecimento, mesmo que nem sempre tenha sido muito feliz", anotou.
Nessa direção, influi o fato de que o espírito evangélico é mais propício aos processos de modernização e da melhoria das condições sociais. Também ajuda a percepção de alguns setores políticos de que os evangélicos constituem a massa crítica necessária para alcançar essas mudanças.
O crescimento evangélico chega ao campo cultural latino-americano, com a conquista de famosos desportistas e artistas, movimento que no futuro pode estender-se ao campo intelectual, disse.
O diretor do CLAI destacou que apesar do esforço evangélico de criar seus próprios meios de comunicação, fenômeno que se destaca no Brasil, a cobertura evangélica nas mídias seculares a cobertura do evangélico ainda é ineficiente e inadequada.
Os meios de massa, assinalou, mantém preconceitos profundos em relação ao que é evangélico, não o consideram tema de interesse permanente e sua cobertura dos acontecimentos nesse segmento é assimétrica, se comparada aos temas da Igreja Católica.
O CLAI tem em projeto encontros para examinar em profundidade os desafios que a comunicação de massa representa para as igrejas e movimentos evangélicos, revelou Quintero.

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