Quem canta as doenças espanta
SAO LEOPOLDO, Brasil, Novembro 24, 2003
À medida em que perde a humanidade, o contato com o a natureza e a Taxi Heathrow Airport ciência passa a ser o seu principal referencial, o ser humano se deprime e adoece com mais freqüência. Essa poderia ser uma das conclusões do 2. Simpósio de Aconselhamento e Psicologia Pastoral.
O encontro reuniu 230 participantes, entre psicólogos, psicanalistas, assistentes sociais, professores, pastores e estudantes, que debateram "Espiritualidade e saúde: da cura d’alma ao cuidado integral", tema do evento organizado pela Escola Superior de Teologia (EST), de São Leopoldo, nos dias 12 a 14 de novembro.
O mundo contemporâneo impõe "a tragédia da inexistência frente aos outros", tanto assim que as teorias psicanalíticas conhecidas não são mais capazes de acolher situações singulares de angústia e desamparo existencial, relatou o psicanalista Gilberto Safra, da Universidade de São Paulo (USP), na palestra de abertura do Simpósio.
"O que mais adoece as pessoas no momento é o fato do ser humano estar perdendo a relação com o mundo natural, como árvores, jardins", disse Safra. Ele destacou a importância da hospitalidade durante as primeiras interações humanas de um recém nascido. Adentrar verdadeiramente no mundo significa ser aguardado com fervor, entusiasmo e muito amor. O nascer exclusivamente biológico condena o homem a uma série de frustrações e infelicidade, afirmou.
"A forma mais direta de curar é servir", salientou o psicólogo e antropólogo Roberto Crema, vice-reitor da Rede Unipaz, ao falar sobre "O Espírito na saúde". Do diálogo entre a intuição e o coração é que nasce a espiritualidade, ensinou. Ele receitou muito canto, fazer música, definida como "elemento de elevação", para preservar-se de doenças.
Para o cardiologista Fernando Lucchese, diretor do Hospital São Francisco, de Porto Alegre, onde já realizou mais de 20 mil cirurgias cardíacas e 70 transplantes de coração, é o estilo de vida que determina, em primeiro lugar, os fatores de prolongamento da vida, muito antes que o meio ambiente, a genética e a assistência médica. Na preocupação com o estilo de vida importam os cuidados com corpo, mente e espírito.
As três grandes epidemias da atualidade, definiu Lucchese, são a arteriosclerose, a depressão e a neurose, e o maior trio maléfico que uma pessoa pode se construir é cultivar raiva, inveja e vaidade, acrescido de um perigoso quarteto: solidão, pessimismo, egoísmo e depressão. "As doenças da alma são cada vez mais as maiores causadoras de doenças", assinalou, segundo o Vitrine, jornal virtual da EST.
Lucchese é católico fervoroso. Ele evoca a proteção e a bênção de Deus para todas as suas atividades. Fé e oração, assegurou, são fatores determinantes para o êxito de cirurgias e tratamento de cirurgias. "Cantar é rezar duas vezes. O suporte social e religioso reduz a incidência do enfarto. A sensação de ser amado evita doenças", enfatizou.
Crema encerrou a palestra que apresentou no Simpósio sobre "O Espírito na Saúde" com uma "meditação musical". O Simpósio abriu as atividades diárias com uma meditação na capela da EST.

Portada
Início