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SÂO PAULO, Brasil, Novembro 7, 2003
Com a presença de mais de 60 convidados estrangeiros e participantes brasileiros foi aberto, ontem Taxi Heathrow Airport à noite, o seminário "Direitos do Cidadão na Sociedade da Informação", convocado pela Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, a sigla em inglês).
Hospeda o seminário a Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Durante quatro dias, conferencistas vão analisar as transformações tecnológicas na comunicação e a informação. Nos seminários, serão discutidas ações práticas para fazer frente à realidade e defender os direitos da sociedade civil.
Ao dar as boas-vindas aos participantes, o vice-reitor acadêmico da UMESP, Clóvis Pinto de Castro, destacou o trabalho desse centro de estudos na área da comunicação, anotando que 25% dos jornalistas que exercem a profissão no Estado de São Paulo passaram por suas classes. Ele destacou a importância do seminário, que pensa a comunicação como eixo da cidadania.
O assessor de imprensa e representante da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Maurício Lara Camargo, agradeceu o convite dos organizadores do encontro e disse que a UMESP é vencedora, freqüentemente, de concursos do Expocom, realizado durante os Congressos da Intercom.
A jornalista Maria Elena Hermosilla, presidenta da WACC-América Latina, destacou que nessa parte do mundo o cumprimento do direito dos cidadãos de estarem bem informados é uma constante preocupação.
É fundamental, disse, mudar a forma como se exerce a comunicação na América Latina, porque ela constitui uma parte do processo de formação da sociedade. A comunicação, sustentou, deve ser participativa, pois não existe pior exercício de poder do que aquele que se impõe a força.
O secretário geral da WACC, Randy Naylor, afirmou que o episódio bíblico da Torre de Babel mostra o poder da comunicação, mas que Deus confundiu as línguas porque os construtores queriam "fazer um nome" , ou seja, gabarem-se.
O dia de Pentecostes, acrescentou, quando as pessoas procedentes de distintos povos e idiomas ouviram o anúncio do evangelho em sua própria língua, foi a contrapartida da confusão de Babel, comparou.
"Para nós, os princípios cristãos da comunicação estabelecem que ela deve ser participativa, criadora de comunidade, libertadora, profética e de apoio e desenvolvimento da cultura. WACC participa ativamente da campanha pelo Direito à Comunicação na Sociedade da Informação", afirmou.
Dentro de algumas semanas, anunciou, será lançado o livro "Muitas vozes, uma visão", no qual o professor peruano Rolando Pérez contribuiu com um capítulo. No livro aparece a pergunta o que significa o direito à comunicação para os milhões de marginalizados pelos interesses políticos e econômicos, pela concentração da propriedade dos meios e pela brecha cultural.

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