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Terça-feira, 6 de Janeiro de 2004

Randy Naylor, secretario general de la WACC
Randy Naylor, secretario general de la WACC

WACC inaugura seminário sobre sociedade da informação

SÂO PAULO, Brasil, Novembro 7, 2003

Com a presença de mais de 60 convidados estrangeiros e participantes brasileiros foi aberto, ontem Taxi Heathrow Airport à noite, o seminário "Direitos do Cidadão na Sociedade da Informação", convocado pela Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, a sigla em inglês).

Hospeda o seminário a Universidade Metodista de São Paulo (UMESP). Durante quatro dias, conferencistas vão analisar as transformações tecnológicas na comunicação e a informação. Nos seminários, serão discutidas ações práticas para fazer frente à realidade e defender os direitos da sociedade civil.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, o vice-reitor acadêmico da UMESP, Clóvis Pinto de Castro, destacou o trabalho desse centro de estudos na área da comunicação, anotando que 25% dos jornalistas que exercem a profissão no Estado de São Paulo passaram por suas classes. Ele destacou a importância do seminário, que pensa a comunicação como eixo da cidadania.

O assessor de imprensa e representante da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Maurício Lara Camargo, agradeceu o convite dos organizadores do encontro e disse que a UMESP é vencedora, freqüentemente, de concursos do Expocom, realizado durante os Congressos da Intercom.

A jornalista Maria Elena Hermosilla, presidenta da WACC-América Latina, destacou que nessa parte do mundo o cumprimento do direito dos cidadãos de estarem bem informados é uma constante preocupação.

É fundamental, disse, mudar a forma como se exerce a comunicação na América Latina, porque ela constitui uma parte do processo de formação da sociedade. A comunicação, sustentou, deve ser participativa, pois não existe pior exercício de poder do que aquele que se impõe a força.

O secretário geral da WACC, Randy Naylor, afirmou que o episódio bíblico da Torre de Babel mostra o poder da comunicação, mas que Deus confundiu as línguas porque os construtores queriam "fazer um nome" , ou seja, gabarem-se.

O dia de Pentecostes, acrescentou, quando as pessoas procedentes de distintos povos e idiomas ouviram o anúncio do evangelho em sua própria língua, foi a contrapartida da confusão de Babel, comparou.

"Para nós, os princípios cristãos da comunicação estabelecem que ela deve ser participativa, criadora de comunidade, libertadora, profética e de apoio e desenvolvimento da cultura. WACC participa ativamente da campanha pelo Direito à Comunicação na Sociedade da Informação", afirmou.

Dentro de algumas semanas, anunciou, será lançado o livro "Muitas vozes, uma visão", no qual o professor peruano Rolando Pérez contribuiu com um capítulo. No livro aparece a pergunta o que significa o direito à comunicação para os milhões de marginalizados pelos interesses políticos e econômicos, pela concentração da propriedade dos meios e pela brecha cultural.