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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2003

Cristãos intercedem pela Igreja perseguida

KOKKOLA, Finlandia, Novembro 5, 2003

Convocadas pela Comissão de Liberdade Religiosa da Aliança Evangélica Mundial, mais de 300 mil igrejas, Taxi Heathrow Airport em 130 países, vão interceder, de 9 a 16 de novembro, pelos cristãos perseguidos e pelas nações onde a liberdade religiosa sofre ameaças. A iniciativa está ancorada no Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida (Idop).

"Não perguntamos de que igrejas ou denominações são esses irmãos e irmãs que sofrem. Desde que for por sua fé em Jesus Cristo, vamos orar com eles e por eles. Vamos orar também pelos perseguidores, para que venham ao conhecimento salvador de Jesus Cristo. Através da oração as coisas mudam", afiança o diretor executivo da Comissão de Liberdade Religiosa, Johan Candelin.

Da Islândia e da Noruega, no norte, até o Chile, no sul, de Vladivostok, na Rússia, ao leste, até Los Angeles, no oeste, cristãos de diferentes denominações vão orar pelos irmãos que sofrem algum tipo de perseguição por causa da fé. A Aliança Evangélica Mundial diz que é uma bênção quando cristãos do mundo oram juntos como uma Igreja, uma voz.

Na semana de 9 a 16 serão lembrados os despojados na Etiópia; os presos na Coréia do Norte, China, Vietnã, Indonésia, Paquistão, Arábia Saudita, Eritréia, México e Peru. Na Eritréia, informa a Aliança, 77 soldados, dos quais 15 mulheres, estão presos por se recusarem a negar suas convicções pentecostais.

Cristãos vão interceder pela liberdade religiosa no Afeganistão, para que os novos líderes da China, em particular o presidente Hu Jintao, atendam ao apelo da liberdade religiosa; para que o partido político no governo da Índia, o PBJ, não use o nacionalismo hindu como ferramenta política.

Na Índia, milhares de dalits – os "intocáveis", da casta inferior – atendem o chamado de Cristo, no que está sendo visto como "O grande despertamento dalit", apesar de leis anticonversão, da perseguição e das ameaças de prisão. Também será pedida paz e segurança para o Iraque.

A semana de oração pela Igreja perseguida vai pedir o fim da opressão comunista ao cristianismo no Laos; pelo rei Mohammed VI, do Marrocos, para que consiga finalizar as reformas política e social que iniciou no país; pelo fortalecimento dos 100 mil cristãos levados aos campos de trabalhos forçados na Coréia do Norte.

As intercessões se voltarão ao Sri Lanka, para que Deus conceda aos políticos do país a sabedoria e a força de resistência à pressão do nacionalismo budista; para que acabe a perseguição aos evangélicos em Belarus, onde a Igreja Ortodoxa Russa é religião oficial. Lá, evangélicos são submetidos à pressão moral através de campanha de propaganda realizada pela imprensa oficial, segundo a Comissão de Liberdade Religiosa.

Para a Comissão, a China é a nação mais estratégica em termos de missões globais e de liberdade religiosa na Ásia, segundo relatório do Idop. Na China, igrejas devem registrar-se junto ao governo. Estima-se que 70 milhões de cristãos integrem o movimento de igrejas domésticas protestantes não registradas no país. Centenas de pastores e evangelistas, e milhares de cristãos estão detidos como presos políticos acusados de subversão.

O ministério Solidariedade Cristã Internacional, engajado no Idop, lembra o sindicalista evangélico Walter Cubas, preso, arbitrariamente, desde 1993 no Peru.