Estudantes pedem formação para um mundo globalizado
Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Novembro 3, 2003
Estudantes da Universidade Evangélica Nicaragüense Martin Luther King pediram emprego ao governo e que as Taxi Heathrow Airport universidades formem profissionais humanistas e éticos, capazes de enfrentar os desafios da economia globalizada.
Martha Ninoska Salazar, Karla Patricia Hernández e Maritza Lanca Orozcos denunciaram, durante a Cátedra Internacional Jürgen Moltmann, realizada dias 21 a 23 de outubro, que as universidades estão formando milhares de profissionais que não encontram emprego.
"Ao sairmos da universidade, queremos contribuir para o fortalecimento das empresas estatais e privadas do país, oferecendo-lhes os serviços técnicos e científicos necessários ao desenvolvimento sustentável", disseram.
Maritza é aluna de administração de empresas. As oportunidades para muitos profissionais são difíceis na hora de buscar um trabalho, mesmo que tenham uma pós-graduação, por causa da crise econômica que o país atravessa em decorrência do sistema neoliberal, denunciou.
Ela pediu que as universidades levem em consideração esses fatores, para que ofereçam carreiras nas quais os estudantes, uma vez formados, encontrem campo de trabalho para poder progredir.
Mesmo que as universidades digam oferecer essa preparação de qualidade, a estudante instou reitores para que se preocupem na formação de profissionais de qualidade, éticos e bem relacionados, para que possam contribuir ao desenvolvimento da economia da Nicarágua.
Maritza lamentou que as universidades sigam promovendo carreiras tradicionais e com belos perfis, mas nas quais os egressos não encontram empregos. Centenas de profissionais encontram-se na penosa situação de sentir frustradas suas aspirações ou expectativas, anotou.
Karla Hernández é líder da Igreja Estrela de Belém em Muluhuku, município localizado a 300 km ao norte de Manágua. Ela disse que sua maior aspiração é chegar a ser uma engenheira, para poder contribuir ao desenvolvimento do povo marginalizado pelos governos.
As jovens manifestaram preocupação com o alto índice de desemprego e corrupção que atinge o desenvolvimento do país. Ninoska Salazar exortou os universitários para que estudem com afinco, porque são privilegiados. Hoje, dos 2 milhões de jovens nicaragüenses apenas 238 mil alcançam o Ensino Superior.
"Devemos sair como profissionais de alta qualidade e com consciência ética e moral, para podermos responder ao compromisso que temos com a família que nos apoia e com a sociedade, que espera de nós muito talento para o desenvolvimento sócio-econômico do país", disse Ninoska.
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