Escritores cristãos olham para o novo milênio
Juan Carlos Martín, MADRI, España, Outubro 8, 2003
O IV Seminário de Literatura "Escritores cristãos para o novo milênio" reuniu literatos, editores, livreiros Taxi Heathrow Airport e especialistas, de 24 a 28 de setembro, em Alcalá de Henares, berço de Cervantes. Os seminários anteriores, reunido o primeiro em Temuco, Chile, em 1999, tiveram lugar em Miami e Quito.
Participaram da abertura do evento o diretor de Ministérios de Literatura na América Hispânica, Eugenio Orellana, o secretário executivo do Conselho Evangélico de Madri, Máximo García, e o proprietário da granja onde o encontro se realizou, Miguel Díez, financiador de diversos projetos midiáticos.
O escritor Juan Antonio Monroy apresentou conferência sobre "A literatura evangélica na era da globalização" e o gerente de Rojas e Rojas, o editor Juan Rojas, expôs, em três momentos, o tema "Antes da grande prova. Princípio, desenvolvimento e final de um manuscrito". Ele enfatizou a importância do editor e de um segundo leitor de manuscrito, profissional, no apontamento de sugestões aos autores sobre o texto que desenvolveram.
Os participantes apresentaram muitas dúvidas quanto a normas ortográficas e gramaticais, a propriedade de determinadas palavras, e abordaram os perigos mais comuns dos tradutores e corretores.
O diretor de La Hora de la Reforma, Guillermo Serrano, dissertou acerca da "Literatura na Bíblia e a Bíblia na Literatura", ao falar sobre escritos e escritores bíblicos hispano-americanos.
A conferência mais comentada sobre literatura foi apresentada pela escritora norte-americana Jeannette Windle, que conhece várias regiões da América Latina. Windle deu dicas e apresentou esquema básico para compor uma novela que, sem ser absolutamente religiosa, traga valores cristãos que possam influenciar positivamente os leitores, uma vez que os entretêm.
"Gente que nunca abriria um libro de teologia é capaz de ler um bom livro de ficção com uma mensagem espiritual. Editoras e livrarias seculares que não aceitam livros teológicos estão abertas a colocar novelas com mensagem espiritual", afirmou.
O fundador do Ministério de Literatura Hispano-Americana coloriu sua palestra com um sem número de anedotas coletadas ao longo de sua trajetória jornalística, missionária, de tradutor e "ghost writer". Ele explicou como se escreve de forma que atraia o leitor.
Para chegar a ser um bom escritor, disse, é preciso viver, quanto ao estilo, uma experiência semelhante à conversão, ter uma atitude como descrita em II Coríntios 5,17, e despojar-se de todos os valores antigos que "nos faziam escrever de forma medíocre".
Os vídeo-fóruns apresentaram três filmes baseados em obras literárias espanholas. Outra vertente do seminário enfocou o papel do protestantismo espanhol e a imprensa secular. O historiador Gabino Fernández falou de "Modelos atuais contrastados para levar a mensagem cristã à imprensa secular".
Manuel López, colaborador da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), falou sobre os elementos fundamentais para a viabilidade do primeiro diário protestantes espanhol de informação geral; deu conselhos básicos e práticos para aqueles que quiserem desenvolver seu talento comunicador na imprensa.
Ele propôs a edição de um livro de estilo protestante para os meios de comunicação, a fim de evitar as freqüentes ambigüidades e imprecisões verificados na imprensa quando ela fala dos protestantes.
O encontro promoveu o debate sobre a situação do livro cristão na língua espanhola. Os editores falaram dessas dificuldades, como o barateamento das edições. Miguel Díez incentivou a criação de cooperativas de escritores.
No final do seminário ficou acordado que serão programados encontros trimestrais ou quadrimestrais de escritores cristãos, em diferentes áreas geográficas do país. No seminário foi destacado que surge uma geração de escritores cristãos de língua espanhola cientes da importância de seu papel como escritores do reino de Deus.

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