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Sexta-feira, 24 de Outubro de 2003

Vigília pede liberação de aluno seqüestrado

Hugo Lévano, LIMA, Perú, Outubro 2, 2003

Centenas de pessoas participaram de vigília realizada ontem à noite, em parque público da capital, Taxi Heathrow Airport pela libertação de Luis Guillermo Ausejo Torres, um colegial seqüestrado há mais de um mês.

Centenas de escolares realizaram marchas que terminaram se somando à vigília. Estudantes reclamaram a liberação de Torres, e pediram que ele tenha calma e confiança em Deus.

Jornalistas, que ontem comemoraram o seu dia nacional, usaram uma tarja amarela em sinal de solidariedade a Torres. O cardeal e arcebispo de Lima, Juan Luis Cipriani, censurou os seqüestradores.

Luis Guillermo foi seqüestrado no dia 1. de setembro por quadrilha de delinqüentes armados que interceptaram o carro no qual o escolar regressava à casa. A interceptação aconteceu a pouca distância da escola privada onde estuda, no distrito de Surco, em Lima.

Num primeiro momento, os seqüestradores comunicaram-se com a família, exigindo 1 milhão de dólares de resgate. A família Ausejo não é rica e conseguiu negociar o resgate reduzindo-o para alguns milhares de soles.

Aparentemente, os seqüestradores se equivocaram quanto ao seqüestrado, pois queriam, certamente, apoderar-se de filho de algum próspero empresário. Esse e outros seqüestros relâmpagos motivaram uma onda de protestos públicos e da mídia.

A polícia, que a princípio se absteve de intervir, a pedido dos familiares, prendeu quatro integrantes de quadrilha de seqüestradores e garante que identificou o seu chefe.

Segundo a polícia, o seqüestro de crianças e de pessoas ricas é planejado por tarimbados delinqüentes que estão nas prisões, e que se comunicam com seus cúmplices por telefone celular. Alguns desses criminosos foram transferidos, esta semana, a prisões de segurança máxima, longe de Lima, e onde não terão como se comunicar.

Juizes apresentaram recursos contra essas transferências. Os juristas argumentam que para o delito de seqüestro está previsto pena que varia de de dez anos de prisão à prisão perpétua. Mas essa aplica-se apenas no caso de o seqüestrado morrer.

Nas últimas semanas foram denunciados criminosos de alta periculosidade, incluindo narcotraficantes, que se beneficiaram com penas rebaixadas por ordem judicial. O ministro do Interior, Fernando Rospigliosi, protestou pelo fato de juizes ordenarem a reintegração de agentes à polícia, que tinham sido afastados por práticas criminosas.