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Sábado, 20 de Novembro de 2004

Instituto Martin Luther King completa dez anos

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Setembro 25, 2003

O Instituto de Pesquisa e Ação Social Martin Luther King, da Universidade Politécnica da Nicarágua (UPOLI), festejou os dez anos de existência com um ato solene na quinta-feira, 18. Na ocasião, foi anunciada a criação da Ordem Cultura de Paz.

A cerimônia teve lugar na capela da UPOLI. Foi lembrado, então, o recente falecimento do padre Xabier Gorostiaga, ex-reitor da Universidade Centro-Americana. Ele era membro do Conselho Editorial da revista Cultura de Paz.

Ao avaliar o trabalho do Instituto, o diretor da UPOLI, Denis Torres Pérez, lembrou que ele foi fundado com o objetivo de impulsionar uma cultura de paz e promover os direitos humanos. O Instituto resgatou a história da violência política e social da Nicarágua e criou a cátedra aberta Cultura de Paz. Em todas as disciplinas da instituição se ministra o tema dos direitos humanos, destacou Pérez.

O Instituto também oferece cursos de pós-graduação em direitos humanos para advogados, oficiais do sistema penal, jornalistas e estudantes interessados em resolução de conflitos.

A Ordem Cultura de Paz, introduzida pelo Instituto, será concedida, a cada ano no dia 18 de setembro, a personalidades nacionais e estrangeiras que contribuem de maneira relevante à paz e à justiça, na Nicarágua e no mundo.

Durante a celebração dos dez anos foram entregues diplomas de reconhecimento aos fundadores do Instituto: Denis e José Miguel Torres, Esther Picado, Ezequiel Montenegro e Ervin Silva.

Também receberam diplomas os membros do Conselho de Honra: os ex-ministros da Educação e Cultura, Carlos Tunnerman e Ernesto Cardenal; o ex-reitor, Alejandro Serrano; o diretor fundador do Nuevo Diario, Danilo Aguirre; e os empresários Juan Ignacio Lacayo e Carlos Garsón.

Foram distinguidos ainda o analista político Emilio Alvarez Montalván; a dra. Vilma Nuñez de Escorcia; o engenheiro Telemaco Talavera; Luis Angel Montenegro; Fernando Saravia; Juan Bautista Arrien; o reverendo Norman Bent, da Igreja Morava e procurador dos Povos Indígenas; e a ex-presidente da República, Violeta Barrios de Chamorro.

A celebração foi encerrada com palestra sobre Direitos Humanos e a Educação Humanística, proferida pelo diretor do Instituto Inter-Americano de Direitos Humanos, Roberto Cuéllar, de El Salvador. O palestrante destacou a importância do direito internacional e os direitos humanos em tempos difíceis, como os que a América Central atravessa de momento.


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