Igreja protestante denuncia perseguição religiosa
HANNOVER, Alemania, Setembro 8, 2003
A Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), que reúne as igrejas regionais do país, denunciou casos Taxi Heathrow Airport de perseguição religiosa, de modo especial aos cristãos em países de maioria muçulmana.
Essa é a primeira vez que a EKD edita folheto com denúncias que cristãos sofrem em alguns países do mundo, informou a agência evangélica Idea.
Em coletiva de imprensa na quinta-feira, o líder protestante Manfred Kock destacou a importância da liberdade religiosa e afirmou que esse é um pré-requisito para a vigência dos direitos humanos.
Infelizmente, disse, muitos cristãos têm que viver em condições nas quais sua liberdade religiosa é constantemente violada. Isso não acontece somente nos países muçulmanos, como indicam os informes recebidos da Índia, Rússia ou China.
Kock chamou a atenção para a situação existente na antiga União Soviética. Ali, disse, as igrejas ortodoxas reclamam o predomínio e inclusive o monopólio da fé religiosa. "É inaceitável que uma igrejas se considere proprietária de todo um país", disse.
Rolf Koppe, bispo encarregado das relações exteriores da EKD, destacou a difícil situação na qual se encontram os batistas da Geórgia, no Caucaso russo. Eles são discriminados pela Igreja Ortodoxa Georgiana, disse. Essa igreja não tem nenhuma consideração pelos direitos religiosos das minorias, acrescentou.
Um dos autores do folheto, o porta-voz do partido democrata cristão para os direitos humanos, Hermann Groehe, expressou grande preocupação pela crescente discriminação e perseguição a cristãos em alguns países islâmicos, como o Paquistão e a Arábia Saudita. Groehe também advertiu a respeito do nacionalismo hindu, que está crescendo na Índia.
Embora a situação na China comunista tenha melhorado em comparação aos anos da Revolução Cultural, em algumas regiões os protestantes e os católicos ainda são submetidos a pressões. Pastores, evangelistas e dirigentes de cultos em lares são mantidos em campos de reeducação, relatou Groehm, que é membro do conselho diretor da EKD.
Outro integrante do conselho, o jornalista Robert Leicht, do seminário Die Zeit, descreve a liberdade de consciência como a essência de toda a religião. A repressão somente pode distanciar a consciência humana da religião, mas não pode atrai-la, anotou.
Os cristãos, prosseguiu, são obrigados a propagar a liberdade religiosa em seu sentido mais amplo. Eles devem defender os direitos religiosos dos muçulmanos em seus países, embora esses direitos sejam negados aos cristãos no exterior.
Representantes do Partido Liberal no Parlamento alemão expressaram satisfação pelas denúncias da EKD quanto à liberdade religiosos. Marita Sehn, porta-voz em assuntos religiosos, afirmou que perseguição e tortura jamais devem ser toleradas. Ela pediu ao governo da Alemanha que não deixe de falar em voz alta sobre os cristãos perseguidos.

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