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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2003

Aciera manifesta-se sobre questões da sexualidade

BUENOS AIRES, Argentina, Setembro 1, 2003

No documento "Reafirmando valores evangélicos", a Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (Aciera) Taxi Heathrow Airport afirma que "o fenômeno da homossexualidade, com seus efeitos sobre a sociedade e a vida da Igreja é um problema que concerne propriamente à preocupação pastoral da Igreja cristã".

Por isso, requer de pastores e líderes cristãos um estudo minucioso, um compromisso concreto e uma reflexão teologicamnete equilibrada, enfatiza.

Na discussão do tema, anota, aparecem argumentos e posições que não estão em sintonia com os ensinamentos da fé cristã. Aciera constituiu equipe interdisciplinar para o estudo e a pesquisa exaustiva desse problema tão complexo, informa o documento.

"Nossa posição parte da perspectiva da moral cristã. Nossa postura, a partir da ética e da moral, fundamenta-se na Palavra de Deus e é guiada pelo fervoroso desejo de fazer a vontade de Jesus Cristo", destaca.

Aciera quer, ao mesmo tempo, aprender das descobertas e contribuições das ciências humanas, com a certeza de que a Igreja respeita a complexidade da pessoa humana como ser integral - espírito, alma e corpo -, estabelecendo como verdade central que cada indivíduo foi criado por Deus .

Aciera é uma das mais importantes federações de igrejas evangélicas da Argentina. Ela publicou diversos documentos sobre a homossexualidade. "Como pastores de alma devemos manifestar prudência, compaixão e sensibilidade ao julgar tendências e atos homossexuais, especialmente pela complexidade que envolve essa temática".

O documento lembra que nos últimos tempos surgiu exegese das Sagradas Escrituras cuja hermenêutica tenta estabelecer que a Bíblia não condena a homossexualidade e que, em alguns casos, a aprova. Tais opiniões, totalmente erradas e desorientadoras, "requerem a nossa absoluta reprovação", afirma.

Nesse particular, a doutrina cristã não se baseia em frases isoladas, manipuladas fora do contexto e sobre as quais se podem tirar discutíveis argumentações teológicas, mas está embasada, antes, no sólido fundamento de um constante testemunho bíblico.

É indiscutível, diz Aciera no documento, a "sólida postura bíblica na qual as Escrituras Sagradas apresentam os atos homossexuais como graves desvios", "intrinsecamente desordenados", "contrários à lei natural". Eles "impedem que a união sexual alcance o dom da vida, convetendo-se num ato estéril. Por tudo isso, tais atos não podem receber a aprovação, em nenhum caso, por parte da Igreja", sustenta.

Assim, as igrejas representadas por Aciera mantêm firme sua clara posição a respeito, "que não pode ser modificada pela pressão da legislação civil, pela moda do momento ou por grupos de coerção, para quem a homossexalidade é, se não totalmente boa, ao menos uma realidade totalmente inócua", alega.

No documento, a Aciera deplora que homossexuais tenham sido ou ainda sejam "objeto de expressões mal intencionadas e de ações violentas. Tais comportamentos merecem a condenação dos pastores e dos membros das igrejas evangélicas, onde quer que eles aconteçam". A dignidade humana, prossegue a Aciera, "sempre deve ser respeitada em nossas ações e em nossas expressões".   

A equipe interdisciplinar instituída pela Aciera para estudar o assunto é integrada por médicos, psicólogos, legistas, sociólogos e teólogos, que abordarão o tema da homossexualidade na sua profundidade e complexidade.

O documento afirma que a legislação adotada pela Cidade Autônoma de Buenos Aires, permitindo a união civil de homossexuais, "abre caminho para outras exceções veladas por detrás dos reclamos de uma minoria, cujas conseqüências já são amplamente conhecidas no âmbito mundial, como as leis que contemplam a possibilidade de adoção por parte de parelhas homossexuais".

A Palavra de Deus ensina que "os homens e as mulheres homossexuais recebam aquela atenção que necessitam e a quem têm direito pelo amor filial que nosso Senhor manifestou, manifesta e manifestará a todo ser humano como fruto de sua criação", enfatiza o documento da Aciera.