Mídias têm papel importante na construção da imagem da infância
CURITIBA, Brasil, Agosto 15, 2003
As mídias são um importante canal para a construção de uma nova imagem da infância Taxi Heathrow Airport brasileira. O imaginário que hoje prevalece a respeito da infância, muitas vezes distorcido e contrário ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi uma construção coletiva. Por isso sustenta-se com tanta força e acaba sendo reproduzido pelos meios de comunicação.
A constatação é de conselheiros tutelares, profissionais de comunicação e de advogados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, tirada da oficina Mídias & Conselhos Tutelares, realizada em Curitiba, numa promoção da Agência Nacional pelos Direitos da Infância (Andi) e do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
Levantamento mostrou que os conselheiros tutelares são fonte em apenas 0,71% das matérias publicadas nos principais veículos do país quanto ao tema direitos da infância e da adolescência. Dos debates das oficinas, que serão realizadas em todas as regiões brasileiras, sairá um guia de apoio aos Conselhos Tutelares, apresentando técnicas usadas na comunicação e fornecerá subsídios para uma parceria ética entre conselheiros e profissionais da imprensa.
A oficina em Curitiba verificou que não existem dados atualizados que retratem a situação da infância no país e que os conselheiros desconhecem as rotinas de trabalho da atividade jornalística, assim como jornalistas não sabem, muitas vezes, a importância e o papel dos Conselhos de Direito e Tutelares.
As oficinas querem ampliar a capacidade dos Conselhos na produção, organização e difusão de informações na perspectiva de construir uma cultura própria de comunicação, qualificando-se como fontes na cobertura de temas voltados à infância e à adolescência.
Para tanto, os Conselhos do Rio Grande do Sul pretendem constituir um banco de dados de todos os conselheiros com respectivos contatos no Estado; multiplicar as informações sobre os Conselhos de Direitos, Tutelares e de Defesa da criança e do adolescente junto aos profissionais de comunicação; trabalhar mais com as mídias alternativas; e promover a capacidade permanente dos conselheiros tutelares com vistas a sua atuação qualificada no contato com a imprensa.
A primeira dessas oficinas foi realizada em Curitiba, em junho, e integra o projeto "Mídia e Conselhos – Aliança estratégica na prioridade absoluta dos direitos das crianças e adolescentes".

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