Luteranos pedem perdão da dívida dos países pobres e que EUA respeitem direitos humanos
WINNIPEG, Canadá, Julho 31, 2003
O cancelamento da dívida externa dos países pobres e que os Estados Unidos respeitem os Taxi Heathrow Airport direitos humanos na luta contra o terrorismo são pedidos formulados pela X Assembléia da Federação Luterana Mundial (FLM), reunida de 21 a 31 de julho nesta cidade canadense.
Em declaração pública aprovada ontem, a Assembléia dirigiu-se às instituições financeiras multilaterais, afirmando que a dívida externa das nações em desenvolvimento é ilegítima e fraudulenta. "A dívida é responsabilidade dos credores e tem que ser cancelada", sustentam os luteranos.
Em outra declaração, a Assembléia pediu ao governo dos Estados Unidos que respeitem as leis internacionais dos direitos humanos. "Estamos conscientes da ameaça do terrorismo, mas cremos que a política internacional deve buscar a segurança dos seres humanos através da cooperação", argumentam.
A X Assembléia da FLM reuniu em Winnipeg 820 pessoas, entre elas 320 delegados das 136 igrejas membros, de 76 países, representando uma membresia total de 61,7 milhões de luteranos. A Assembléia acontece a cada seis anos.
Na declaração, a Assembléia assinalou que a dívida externa converteu-se "num instrumento moderno de domínio", que impede o combate à fome e o respeito total aos direitos humanos.
Parte substancial da dívida dos países da Ásia, África, América Latina e Caribe, arrolam os luteranos, foi dinheiro oferecido a regimes ilegítimos e antidemocráticos que o utilizaram mal. Somente uma pequena parte foi realmente usada para o desenvolvimento social, afirmam.
A Assembléia pediu às igrejas membros da FLM que exijam dos bancos comerciais envolvidos na concessão de empréstimos ilegítimos que assumam sua responsabilidade no caso e cancelem as dívidas. Também propuseram a criação de um organismo internacional que cuide do justo manejo das dívidas, com participação dos países devedores.
A FLM pediu políticas comerciais que assegurem o acesso aos bens e serviços essenciais, que garantam o bem-estar da humanidade e que as instituições financeiras internacionais, as corporações e os governos respeitem os direitos humanos fundamentais.
Quanto à política internacional do governo dos Estados Unidos, a Assembléia sublinhou a negativa desse governo em assinar a Convenção sobre os Direitos da Criança, e acusou-o de condicionar a ajuda para programas de luta contra a Aids à aceitação de produtos geneticamente modificados. Também acusou-o de não ratificar a Convenção para Eliminação da Discriminação da Mulher e de adotar a doutrina de "guerra preventiva".
Destacou que os Estados Unidos se negam a ratificar o Protocolo de Kyoto de prevenção da contaminação do ar com o dióxido de carbono. Os Estados Unidos são um dos maiores emissores de dióxido de carbono, produto gerado pelos combustíveis fósseis que provoca mudanças no clima, e que deve ser tratado séria e imediatamente, defende o documento.
O Protocolo de Kyoto foi elaborado em encontro que reuniu 160 países nesta cidade japonesa em 1997.

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