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Sábado, 30 de Agosto de 2003

Igrejas evangélicas reagem à lei de união civil

BUENOS AIRES, Argentina, Julho 30, 2003

A lei de união civil, promulgada pelo governo da Cidade Autônoma de Buenos Aires, permite Taxi Heathrow Airport que seja realizado, na capital, o primeiro matrimônio legal entre homossexuais, o que provocou reações de igrejas evangélicas.

A Igreja Evangélica do Rio da Prata (IERP) reconheceu, em comunicado, a autonomia do Estado em matéria de legislação, e entende que a lei é "uma resposta autêntica ao reclamo de legítima convivência com e entre pessoas que até agora só gozam do preconceito e da discriminação de uma sociedade que pretende ignorá-los e ignorá-las".

A Igreja Evangélica Luterana Unida (IELU) está convencida de que "essa lei e esse registro de uniões civis não constitui uma ameaça contra o matrimônio porque estamos falando de realidades sumamente diferentes".

Já não existe na prática um modelo absoluto de família e de vida em comum, porque as circunstâncias da sociedade e da cultura "nos mostram um pluralismo de propostas de contenção afetiva, que são objeto de nossa atenção pastoral e reflexão fraterna", explica.

Já a Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da República Argentina (Aicera) expressou profunda preocupação com a lei, que, entende, reflete "a constante desvalorização do matrimônio e da família". A lei escondeu o objetivo de reconhecer legalmente as uniões homossexuais, num marco mais amplo de "uniões civis", alertou.

Ao colocar num mesmo nível de igualdade o matrimônio e a união de pessoas do mesmo sexo, transforma-se em legal aquilo que se encontra fora da ordem natural, em aberta rebelião contra o mesmo, que foi estabelecido por Deus, afirma a Aciera.

"No marco do respeito que nos merece a ordem democrática, valorizamos com genuíno reconhecimento a promulgação da lei", diz o comunicado da IERP, anotando que existe no país "uma enorme dívida pendente em sua reflexão bíblica, teológica e pastoral" para com os homossexuais. O comunicado da IERP vem assinado por Carlos Duarte, vice-presidente em exercício da presidência, e Juan Abelardo Schvindt, secretário geral.

A IELU acrescenta que a ética cristã favorece "o espírito crítico, espaços de aprendizagem e o reconhecimento do outro", para elaborar uma sociedade mais justa, "que reconhece a autonomia da sociedade civil de qualquer teologia particular para alcançar suas próprias formas de organização e de consenso surgidos da prática democrática".

A declaração da IELU está assinada pelo pastor Ricardo Pietrantonio, vice-presidente em exercício da presidência, Ricardo Stein, secretário executivo, e de outros dirigentes da denominação.