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Sábado, 20 de Novembro de 2004

Pastores protestam contra custo das tarifas elétricas

Trinidad Vásquez, MANAGUA, Nicaragua, Julho 3, 2003

Os pastores Mendelson Dávila e Augusto Cesar Marenco apoiaram o protesto convocado pela Rede de Taxi Heathrow Airport Defesa do Consumidor contra a empresa espanhola União Fenosa. Os manifestantes reclamaram, na terça-feira, em frente ao escritório central da empresa, do custo da tarifa elétrica no país.

O pastor Mendelson, do Ministério Missão e Reconciliação da Igreja Presbiteriana, exortou as igrejas evangélicas para que sustentem sua voz profética frente às injustiças que estão ocorrendo na Nicarágua nesse momento de crise política, econômica e espiritual.

Criticou o líder da Igreja Católica, Miguel Obando y Bravo, por não levantar a voz diante do clamor do povo, que já não suporta mais aumentos nas taxas de serviços de água e luz.

Também fez um chamado ao presidente da República para que ele se pronuncie diante da crise. Dávila lamentou que poucos pastores e fiéis respaldaram o protesto, "porque nos educaram que não se deve meter nessas coisas de política, é pecado".

A Igreja deve velar pelo povo sofrido, comentou o pastor Cesar Marenco, da Igreja Centro Apostolar Cristão. Ele e fiéis de sua igreja juntaram-se aos manifestantes portando cartazes que diziam "fora União Fenosa".

"Para nós está claro que essa empresa espanhola está cometendo irregularidades na venda do serviço, e por isso apoiamos a posição da Rede de Defesa do Consumidor", comentou.

O Conselho de Igrejas Evangélicas Pró Aliança Denominacional (Cepad) também apoiou a Rede de Defesa do Consumidor, incentivando a criação de redes semelhantes em outras regiões do país.

A Procuradoria para a Defesa dos Direitos Humanos (PPDH), o Centro Nicaragüense para a Defesa dos Direitos Humanos e a Liga de Defesa do Consumidor Nicaragüense expressaram apoio aos usuários que sofrem com o preço das tarifas.

Pediram ao Instituto Nicaragüense de Energia (INE) que impeça a cobrança ilegal da "energia não registrada", atualize a ordem jurídica assim que seja possível acabar com todo abuso que a empresa comete impunemente.

O INE informou que a inversão da União Fenosa na distribuição de energia é de 43 milhões de dólares, montante que não será destinado, contudo, à melhoria da cobertura do serviço elétrico.

O presidente da INE, Octavio Salinas, confirmou que a empresa solicitou autorização para um aumento de 20%, rejeitado pelo organismo regulador. Salinas disse que a reforma da lei da indústria elétrica que os deputados propõem não contribuirá para a solução do problema de energia, porque não contempla a diminuição de custos.


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