Konrad Raiser quer inteirar-se
Manuel López, MADRI, España
Desculpem se o que vou dizer lhes parece pouco espiritual ou até mesmo politicamente incorreto, Taxi Heathrow Airport mas um servidor, crente protestante num país que desfruta a democracia nos últimos 25 anos, com liberalidade, o período mais extenso de liberdades públicas nos últimos cinco séculos, o que mais aprecia é, adivinharam: a liberdade.
O primeiro, primeiro:
"E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará." (João 8,32).
Jesus Cristo > Evangelho > Verdade = Livres. Não há volta: livres, pois, como Deus manda, primeiro para dentro - liberdade de consciência, leia-se religiosa - e depois para fora - liberdade de expressão.
"Salvos", seguro de que não faltarão aqueles que se apressarão em corrigir-me. Vale. Mas quero poupar-lhes o cansaço da controvérsia, neste caso inútil, pela simples razão de que estou plenamente de acordo com eles. Salvos, claro que sim; salvos pela morte e ressurreição de Cristo. Mas antes de qualquer outra coisa, inclusive antes de ser salvos, livres para decidir... Ser salvos! Deus nos criou homens e mulheres livres!
Livres para seguir a Jesus. Livres também para dar-lhe as costas. Livres, aleluia, para libertar-nos da escravidão do controle mental das seitas.
A liberdade sem adjetivos - sempre interessados - teria que ser, sem dúvida, um dos eixos da IX Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que terá lugar em Porto Alegre, em fevereiro de 2006.
Voltas e mais voltas estava dando um servidor ao problema do divórcio líderes/leigos - aqueles que vivem em seus despachos eclesiásticos; os outros, na rua - quando, de repente, me chega a notícia de que Konrad Raiser, secretário geral do CMI convida a todos para fazer chegar até ele idéias, e inclusive, "propostas de tema" - aí vai, quase nada! - frente à realização da IX Assembléia.
A notícia é conhecida pelos leitores desse portal. De minha parte, não escondo minha tremenda satisfação. Em minha coluna "A lupa", na revista digital de ICPress na Espanha - www.icp-e.org - ecoei imediatamente a oferta de Konrad Raiser: "A notícia é daquelas que não te pode deixar indiferente", diria.
"Konrad Raiser, secretário geral do CMI, vai e convida o pessoal em todo o mundo mundial - entendo, portanto, que também a mim - a que lhe digamos o que pensamos, que nos expressemos com liberdade, e não o faz com falsidade, para sair na imprensa e depois `se te vi, não me lembro', mas seu convite vem acompanhado das instruções pertinentes sobre como fazer chegar nossa opinião à sua equipe de assessores. A coisa é séria.
Aqui estamos. Agradeci, então, ao dr. Raiser o tremendo gesto, tão cristão!, de antepor o diálogo a qualquer outro valor ou conceito, e hoje volto a fazê-lo nesse portal na América. Assim, o título desse artigo tem embuste: não é que Konrad Raiser vai se inteirar; é que ele disse, clara e taxativamente, que quer inteirar-se.
Nos próximos artigos tentarei, mediante Deus, expor aqui algum enfoque, algum dado, talvez uma temática que, creio, de interesse para a IX Assembléia do CMI.
Hoje queria dar, aqui, pública e singelamente, os agradecimentos ao nosso primeiro representante como cristãos, no mundo, por ele ser quem é: um homem salvo que confessa a Cristo, que crê na liberdade e a pratica, abrindo portas ao diálogo.
Tenho dito: continuará.

Portada
Início
Comenta este artigo