Autoridades chinesas perseguem "cristãos domésticos"
NOVA IORQUE, Estados Unidos, Junho 12, 2003
A pneumonia asiática (Sars) dificulta a locomoção de líderes cristãos de igrejas domésticas chinesas pelo Taxi Heathrow Airport país, perseguidos por causa de sua fé. Barreiras sanitárias são comuns nas estradas da China. É quase impossível os líderes mais conhecidos viajarem sem serem reconhecidos.
Autoridades chinesas decidiram, no Congresso Nacional do Povo, reunido em março de 2003, continuar a campanha de "bater duro" em todo e qualquer grupo não autorizado, o que inclui os "separatistas, terroristas e organizações sectárias". Igrejas não registradas são consideradas "seitas ilegais".
O artigo 36 da Constituição chinesa reza que nenhum órgão público ou indivíduo pode fazer qualquer tipo de discriminação contra cidadãos que "acreditem ou deixem de acreditar em qualquer religião". Documento do governo, de 1997, enfatiza que "ninguém deve ser punido na China em razão de sua convicção religiosa".
Mas a Constituição chinesa também exige que todas as igrejas se registrem junto ao governo. O governo coloca limitações às igrejas oficiais, informa o ministério Portas Abertas, e muitos cristãos, líderes de igrejas domésticas, preferem permancer clandestinos e praticar a fé sem comprometê-la.
Nos quatro primeiros meses do ano foram presos pelo menos 52 desses líderes e multados centenas de cristãos. Autoridades chinesas culpam a "febre de Jesus" pelo crescimento das igrejas não registradas. Cristãos "domésticos", quando presos, são interrogados, multados e soltos.

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