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Quinta-feira, 3 de Julho de 2003

Assembléia de Deus confirma adesão ao Conep

LIMA, Perú, Junho 11, 2003

 Em comunicado oficial, a Assembléia de Deus do Peru rechaça "o comportamento de um grupo Taxi Heathrow Airport de pessoas e instituições que procuram obter benefícios interesseiros aproveitando a atual conjuntura política da reforma constitucional".

Esse pronunciamento, explica a denominação, obedece aos últimos acontecimentos derivados do Projeto de Reforma Constitucional sobre igualdade religiosa. Refere-se a comunicados emitidos "por uma instituição denominada União de Igrejas Cristãs Evangélicas do Peru (Unicep), que estão desinformando e confundindo o povo evangélico, especialmente nossa membresia".

O comunicado da Junta Executiva Nacional das Assembléias de Deus é assinado pelos pastores Eliseo De la Cruz Quispe, superintendente; Rodrigo Espinoza Celadita, vice-presidente; Carlos Jara Depaz, secretário; e Anibal Valle Pascual, tesoureiro.

A Junta assinala que aquele grupo "toma como ponto de partida um tema tão suscetível, como é a liberdade religiosa, na qual pretendem uma representatividade que não lhes pertence nem tampouco respeitam os estamentos e corpos organizados".

Por outro lado, a Assembléia de Deus "questiona a desafortunada gestão do Conselho Diretivo do Conselho Nacional Evangélico do Peru (Conep) ao não manter uma postura firme sobre os direitos de igualdade religiosa".

Destaca que a assembléia extraordinária do Conep, realizada no dia 10 de março, "acordou rechaçar o artigo 71( *) do Projeto que modifica a Constituição", por considerá-lo discriminatório, uma vez que significa o reconhecimento expresso de trato preferencial do Estado à Igreja Católica.

A aceitação dessa modificação por parte do Conep, alteração que recolhe parte do artigo constitucional anterior, quando existia no Congresso um ambiente favorável para anular todo o tratamento discriminatório, foi o que motivou a criação da Unicep por um grupo de igrejas e organismos carismáticos.

Ainda assim, a Assembléia informa, no comunicado, que continua respaldando a vigência, institucionalidade e trajetória do Conep. O Conselho, entende a Junta Diretiva da Assembléia, constitui "um instrumento por Deus colocado na sociedade peruana para propiciar a unidade da igreja evangélica, tal como foi o propósito original nascido nocoração dos que auspiciaram essa instituição, incluída a Assembléia de Deus do Peru".

O documento diz que não negam o direito de toda pessoa ou grupo de constituir-se em corpos orgânicos dentro da comunidade eclesiástica. Mas "consideramos que esses esforços devem estar orientados a fortalecer a unidade do corpo de Cristo e devem também estar sustentados em princípios bíblicos complementados pela ética, respeito e solidariedade que caracteriza toda boa instituição e sua liderança".

O comunicado adverte que representantes do novo grupo, "sem nenhum reparo e sem respeito das instituições, vêm desinformando e confundindo, reiteradamente, a comunidade evangélica do país, assinalando que o Conep desapareceu e que a Unicep foi constituído como o novo representante do setor evangélico no país".

Essa conduta, conclui a Junta Diretiva da Assembléia de Deus, não é fraterna e responsável, degrada a ética ministerial dos que lideram e auspiciam esse novo organismo". O comunicado exorta a membresia a não se deixar surpreender por informações tendenciosas e rejeitar toda motivação divisionária dentro do povo evangélico.

(*) O Artigo 71 da  modificação  da Constituição peruana diz que "dentro de um regime de independência e autonomia, o Estado reconhece a Igreja Católica como elemento importante na formação histórica, cultural e moral do Peru e lhe presta sua colaboração".

Acrescenta, em seguida, que "o Estado reconhece e respeita todas as confissões religiosas e estabelece acordos de colaboração com elas através de seus órgãos representativos, com critérios de eqüidade". Esse texto foi aprovado pelos parlamentares e consta no projeto de reforma da Constituição de 1993.