Simpósio pede que ortodoxos da Bulgária e da Geórgia retornem ao CMI
TESSALÔNICA, Grecia, Junho 6, 2003
O simpósio acadêmico internacional pediu às igrejas ortodoxas da Bulgária e da Geórgia que reconsiderem Taxi Heathrow Airport sua decisão, tomada em 1998, de retirar-se do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e que venham a fazer parte, de novo, da família ecumênica mundial.
Os participantes do simpósio, reunido de 1 a 3 de junho, foi organizado pela Faculdade de Teologia da Universidade Aristotélica de Tessalônica, na Grécia. Eles decidiram remeter carta nesse sentido dirigida ao patriarca Maximos, da Bulgária, e ao católicos Elias, patriarca da Geórgia. O simpósio teve por tema "Teologia ortodoxa e diálogo ecumênico: problemas e perspectivas".
A carta pede que as igrejas búlgara e georgiana "revisem e reconsiderem sua ativa participação nos diálogos e conversações multilaterais e bilaterais, e também retornem à ampla família ecumênica mundial".
Depois que o Comitê Central do CMI recebeu o informe da Comissão Especial sobre a Participação Ortodoxa, assinala a carta, foram abertas "novas possibilidades de tratar responsavelmente os assuntos que dizem respeito aos ortodoxos".
Participaram do simpósio professores da faculdade de Teologia da Universidade de Tessalônica, membros do comitê diretor da Comissão Especial sobre a Participação Ortodoxa, e representantes de outras igrejas e instituições acadêmicas.
Essa comissão foi criada na Assembléia do CMI reunida em Harare, no Zimbabwe, em 1998, motivada pela queixas ortodoxas, entre elas de que o sistema de tomada de decisões por votação no organismo ecumênico fazia com que esse grupo religioso ficasse sempre em minoria, e que suas propostas eram, assim, descartadas. A Comissão recomendou que as decisões sejam tomadas, doravante, por consenso.
Os participantes do simpósio admitiram que o diálogo intercristão é difícil, mas que não há alternativa outra a não ser o diálogo. O arcebispo de Atenas e da Grécia, Christodoulos Christodoulos, anotara em seu discurso de abertura do encontro que via com otimismo o futuro dos diálogos teológicos e de colaboração com os irmãos não-ortodoxos. "Creio que com o trabalho da Comissão foram criadas novas bases para nossa presença no CMI", disse.
O secretário geral do CMI, Konrad Raiser, ressaltou em seu discurso a importância da contribuição ortodoxa na organização ecumênica. Lembrou que em 1920 o Patriarcado de Constantinopla propôs, pela primeira vez, o estabelecimento de uma Liga das igrejas.
Outra grande contribuição ortodoxa, mencionou, foi a incorporação da declaração cristocêntrica e trinitária nas bases do CMI, acompanhada da insistência de que a Igreja sempre precisa de assembléias. Os ortodoxos contribuíram na elaboração dos documentos do CMI sobre Batismo, Eucaristia e Ministério, e do papel do Espírito Santo.
As recomendações da Comissão Especial "nos convenceram de que a contribuição ortodoxa à vida e obra do CMI pode desenvolver-se de modo arejado e construtivo", disse.

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