![Ricardo Verástegui,jornalista peruano [Foto: FOS]](/picture/Verastegui.jpg)
Bush, o deicida do século XXI
Ricardo Verástegui , LIMA, Perú
Recentemente - para ser mais exato na quarta-feira, 21 de maio - o senador democrata Taxi Heathrow Airport pela Virgínia Ocidental, Robert Byrd, acusou no pleno do Senado o presidente George Walker Bush de ter enganado os Estados Unidos quanto às ameaças do Iraque para justificar a invasão a esse país árabe.
Byrd é um veterano legislador dos Estados Unidos. Ele afirmou que "todo esse grande barulho que a equipe de Bush fez sobre as armas de destruição de massa no Iraque como justificativa para uma invasão preventiva transformou-se em algo mais do que um incômodo; levantou sérias dúvidas sobre tergiversações e sobre o uso inconsiderado do poder".
O parlamentar atribuiu ao governo fazer "falsas declarações" acerca de quanto dinheiro custou a guerra, quanto durará a ocupação no Iraque e quantas forças serão necessárias durante esse período; e de conceder os contratos para a reconstrução do Iraque aos "apaniguados da administração".
As imputações feitas pelo octogenário legislador a Bush e ao governo norte-americano, todas elas certas, poderiam levar-nos a pensar que o presidente dos Estados Unidos e sua gente mentiram e mentem porque têm um problema de mitomania derivado de sua visão religiosa fundamentalista na qual, como disse o Prêmio Nobel de Literatura Günther Grass, "tomaram Deus como refém" para justificar suas concepções e ações fanáticas.
A prática da mentira da atual administração norte-americana não é um assunto de desordem psicológica de seus representantes, mas - como o podemos confirmar agora - um elemento central da política interior e exterior dos Estados Unidos, iniciada em 2002.
Precisamente em fevereiro daquele ano, um artigo publicado pelo The New York Times revelou que o Pentágono considerava "prover de notícias, inclusive falsas, os meios de comunicação estrangeiros como parte da guerra contra o terrorismo".
Para tanto, segundo alguns analistas, a administração Bush pensava empregar o Departamento de Influência Estratégica, sob a direção do brigadeiro general da Força Aérea dos Estados Unidos, Simon P. Worden, criada expressamente para neutralizar a propaganda antinorte-americana.
Frente a essas constatações, pode a comunidade internacional confiar em tal governo? Um governo que utiliza a mentira para assassinar povos inteiros em defesa dos interesses das transnacionais do dinheiro e preservar sua liderança política militar mundial a sangue e fogo, fazendo tábua rasa dos princípios do direito e da justiça consagrados universalmente para tornar possível a vida e a convivência humana.
Nós, como cristãos, sabemos que aquele que mente, aquele que não faz justiça e não ama o seu irmão, não é de Deus, mas homicida (1 João 3. 10, 15); e que, por tudo isso, Bush (junto a seus sequazes) converteu-se, até o momento, no maior deicida do recém iniciado século XXI.
--------------
Ricardo Verástegui, jornalista peruano, trabalha na ONG Fórum Solidariedade Peru.

Portada
Início