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Quarta-feira, 2 de Julho de 2003

Carlos Pinto, diretor da Area de Educaçao da HCJB A Voz dos Andes [Foto: ALC]
Carlos Pinto, diretor da Area de Educaçao da HCJB A Voz dos Andes [Foto: ALC]

Aids e Igreja na pauta evangélica

QUITO, Ecuador, Maio 22, 2003

Representantes de 20 organizações não-governamentais (ONGs) cristãs latino-americanas que trabalham com pessoas portadoras da síndrome Taxi Heathrow Airport de imunodeficiência adquirida (aids) reuniram-se nesta capital, a convite da Divisão de Educação da Rede de Comunicação HCJB, para dialogar a respeito do tema aids e Igreja.

O encontro propiciou o diálogo para a troca de informações e de recursos, e estabeleceu uma estratégia de trabalho conjunto entre organizações cristãs que se ocupam com o tema aids na América Latina.

O psicólogo e terapeuta familiar Carlos Pinto, diretor da Divisão de Educação da HCJB, disse que é preciso superar o estigma da aids, para que a igreja cristã evangélica possa envolver-se de uma maneira mais ativa nessa pandemia.

Pinto mencionou três estratégias para tanto: educar-se e educar; a adoção de uma antropologia bíblica correta onde todos, sãos e enfermos, foram afetados pela depravação total; e fazer das relações de gênero, sexualidade e relações sexuais um campo de missão.

"A distribuição de camisinhas e as propostas biomédicas, só essas medidas não fizeram decrescer a incidência da aids. Em Uganda, onde foi construída uma aliança entre a igreja e as organizações de saúde, propondo a abstinência e a fidelidade aos jovens, a prevalência neste grupo baixou notoriamente", relatou Pinto.

Médicos do Hospital Vozandes também indicaram que a prevenção e as mudanças de conduta são a melhor forma de deter a aids.

Representantes das diferentes instituições que participaram do encontro concordaram que as medidas mais eficazes nessa luta são a educação bíblica e sexual, a postergação das relações sexuais, a fidelidade no matrimônio e o uso da camisinha, em situações particulares ou quando as propostas anteriores não forem acolhidas.

Os participantes concordaram que é preciso assumir um papel proativo na educação, prevenção e atenção à aids, e de colaborar com os organismos de saúde pública com uma proposta cristã distinta.

Os conferencistas, representantes de diversas organizações equatorianas e peruanas, defenderam a educação dos jovens de uma forma integral, atrativa, ampla e transparente sobre sexualidade. Os jovens, disseram, precisam ser motivados a esperar até o matrimônio, para que tenham uma vida sexual saudável.

Os representantes do Programa Nacional de Aids do Equador convidaram os participantes e a igreja evangélica cristã a colaborarem na prevenção e no aconselhamento.

Participaram do evento, realizado nos dias 15 e 16 de maio, representantes da Visão Mundial, Compaixão, Associação de Médicos Cristãos São Lucas, Map-Internacional, Missão SIM, Seminário Sul-Americano e Hospital Vozandes. Também participaram  Juventude para Cristo, Confraternidade Evangélica Equatoriana, Associação de Pastores de Quito, Confraternidade Teológica Equatoriana, Associação de Pastores de Quito, Fraternidade Teológica Latino-Americana (FTL-Equador) e HCJB-Divisão de Educação.