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Domingo, 30 de Maio de 2004

Centro de Eventos da PUC oferece excelentes condições, avalia Raiser

Edelberto Behs, PORTO ALEGRE, Brasil, Maio 19, 2003

 Trazer a IX Assembléia Geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) a Porto Alegre foi Taxi Heathrow Airport uma ótima decisão. As condições que o Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica (PUC) local oferecem "são melhores das que tivemos em outras assembléias", avaliou o secretário geral do organismo ecumênico internacional, pastor Konrad Raiser, ao encerrar sua visita de uma semana ao Brasil.

Acompanhado das colegas pastoras Marilia Schüller e Sabine Udodesko, Raiser embarcou, no sábado à noite, para Genebra. Em entrevista para a ALC, o secretário geral do CMI fez um balanço positivo da visita. "Existe uma disposição positiva de acompanhamento, mas também de expectativa" das igrejas locais, avaliou.

A expectativa, definiu, é que o processo de preparação conjunta da Assembléia, agendada para fevereiro de 2006, traga novos impulsos ao trabalho conjunto das igrejas.

A situação ecumênica brasileira é interessante, analisou, porque trata-se do único país da América Latina em que a Igreja Católica está envolvida num conselho de igrejas - no caso, o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). E, como tal, também será uma das hospedeiras da IX Assembléia, embora não integre o CMI, uma vez que o CONIC emitiu o convite de abrigar o evento.

Levando o olhar para horizontes mais longínquos, Raiser não vê motivos para se falar de um "inverno ecumênico" ou de uma crise no movimento ecumênico internacional. Admite, contudo, que hoje a dinâmica ecumênica é mais fraca que há dez, 15 anos. Historicamente, "o movimento ecumênico nunca se movimentou em linha reta", destacou.

Na IX Assembléia ainda não será possível que cristãos de diferentes famílias caminhem em conjunto ao altar para receberem a Santa Ceia. O CMI congrega igrejas protestantes históricas, de diferentes denominações, e duas igrejas ortodoxas, que ainda se mostram bastante reticentes quanto à hospitalidade ecumênica e a distribuição comum da Ceia. Raiser acredita que essas barreiras vão cair algum dia, mas não até 2006.

Durante a realização da Assembléia em Porto Alegre, as igrejas locais programarão cultos de louvor e adoração. Aquelas que pela sua confissão e liturgia podem manifestar um convite aberto a todos os cristãos presentes, o farão, as demais não oferecerão a comunhão além das suas fronteiras, explicou o secretário.

Raiser deixa o cargo pouco antes de completar 66 anos de idade, em janeiro. Mas, disse, não poderia deixar de dar início ao processo de preparação da Assembléia para não sobrecarregar o seu sucessor, que terá, então, dois anos de atuação até a realização do evento, "o que é pouco tempo", se tivesse que iniciar a organização da mesma do ponto de partida, assinalou. Existem candidatos para substitui-lo, mas a lista não é pública.

Uma vez jubilado, Raiser retorna com sua esposa à Alemanha. Ele pretende dedicar o tempo para coisas que gosta de fazer e retomar, em período parcial, uma cátedra na universidade. Antes de assumir funções no CMI, Raiser era professor de Teologia Sistemática.