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Quarta-feira, 2 de Julho de 2003

Deus é maior do que as crises

Paulo Hebmüller, SÂO PAULO, Brasil, Maio 18, 2003

Os participantes da 8ª Assembléia Geral do Conselho de Igrejas Evangélicas Metodistas da América Latina Taxi Heathrow Airport e do Caribe (Ciemal) iniciaram o domingo com uma devocional, na capela da Unimep, cuja liturgia ficou a cargo do rev. argentino Pablo Sosa e do rev. brasileiro Tércio Junker.

O estudo bíblico foi dirigido pelo rev. Juan Damián, coordenador da Escola Latino-Americana de Evangelização (Elade) do Ciemal.Damián baseou-se no texto de I Reis 19, 1-16, que narra a fuga de Elias a Horebe. Naquele momento, Elias sentia-se desamparado e sem forças, "perdido no meio de um deserto". Em outras palavras, estava face a uma crise, sentindo que seu companheiro de sempre - Deus - parecia distante.

"As crises nascem nos abismos do subconsciente", arrolou o pastor, "e só se enfrentam quando alguns líderes as levam à superfície, apontam-nas e despertam-nas no meio do povo". Foi o que fez Elias.

Para o pastor, Deus não está no passado, mas no futuro, apontando sempre para o horizonte. Elias obedece à ordem do Senhor para levantar e comer, de modo que tenha forças para suportar a longa estrada que encontraria à frente. "E Elias refaz o mesmo caminho, para poder redescobrir os mesmos valores que o povo havia descoberto em seu primeiro encontro com Deus, ao pé do Monte Sinai."

Essa redescoberta se dá com a presença de Deus numa brisa suave, que leva o profeta a um novo aprendizado em sua relação com o Senhor. É também o que devemos procurar continuamente, pois "Deus nunca é possuído definitivamente por nós", definiu Damián.

Para isso, entretanto, "precisamos ter a esperança de que Deus é maior do que a crise, aliada à constante abertura aos sinais do Senhor". Os quais, concluiu o pastor, podem ser "tão leves e imperceptíveis como a brisa que nos inunda, nos desperta, nos refresca ou nos desconcerta".

Para o encerramento do momento celebrativo, todos os participantes formaram uma roda e entrelaçaram os braços. A bênção dada dessa forma simbolizou que a união multiplica a força de cada um e permite que os problemas sejam melhor enfrentados.