Bispos orientam eleitores
GUATEMALA, Guatemala, Maio 16, 2003
Com o início da campanha eleitoral no país, os bispos católicos lembram, em mensagem à Taxi Heathrow Airport nação, que o voto é livre e responsável, e que é preciso votar em quem garante o cumprimento do primeiro artigo da Constituição da República.
O primeiro artigo da Constituição reza: “O Estado da Guatemala organiza-se para proteger a pessoa e a família. Seu fim supremo é a realização do bem comum”.
A mensagem foi divulgada pela Conferência Episcopal da Guatemala ao término de sua reunião ordinária anual. Ela assinala que “os cristãos devem cumprir seus deveres de cidadãos” e enfatiza que eles “não podem renunciar a responsabilidade da participação política que lhes corresponde, entendida como a multiforme atividade econômica, social, legislativa, administrativa e cultural”, destinada a promover o bem comum.
O processo eleitoral encontra a Guatemala marcada por graves carência: insegurança da cidadania, violência generalizada, narcotráfico, deterioramento da qualidade de vida, de modo especial no campo por causa da crise cafeeira; ingovernabilidade como conseqüência da corrupção; fustigação aos defensores dos direitos humanos e vulnerabilidade do sistema de justiça, arrolam os bispos.
Na mensagem, os bispos afirmam que percebem no povo desconfiança e fundada preocupação pelo temor de que o processo eleitoral seja motivo de um recrudescimento da violência e da busca desenfreada de interesses egoístas de grupos particulares que encontraram na política um meio de enriquecimento imoral.
Os prelados pedem que o eleitor rechace a “indústria do político” , para que ela não se converta num meio de compra e venda de votos, em manipulação da ignorância da realidade nacional, em exercício de fundamentalismos religiosos falsamente cristãos, e que se recorra a ofensas, violência, rapina e mentira como meio de capitalizar o voto popular.
Os bispos lembram que a Conferência Episcopal, os sacerdotes, as religiosas e os religiosos não apoiam nenhum partido ou organização política, mas enfatizam que o processo eleitoral deve ser ocasião para reafirmar a dignidade da pessoa humana e o estado de direito.
Nesse sentido, sublinham a exigência moral de votar naquelas pessoas e partido que garantam a defesa dos direitos humanos, principalmente o direito à vida, que seja capaz de respeitar e cumprir os Acordos de Paz, que combata a impunidade e lute contra a corrupção.
A mensagem é assinada pelo arcebispo da Guatemala e presidente da Conferência Episcopal, Rodolfo Quezada Toruño, e pelo bispo coadjutor de Escuintla e secretário geral da Conferência Episcopal, Víctor Hugo Palma.

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