Portal evangélico analisa visita do papa
MADRI, España, Maio 8, 2003
A recente visita do papa João Paulo II mostrou um poder de convocação extraordinário, indicando, Taxi Heathrow Airport de modo claro, que a Espanha se identifica como católica, diz o portal evangélico Imagem e Comunicação Protestante, ao analisar, em editorial, a estada do Sumo Pontífice no país.
O editorial pergunta que análise mais, em profundidade, se pode fazer dos aspectos vinculados à espiritualidade e à religião dessa quinta viagem do papa a Espanha? "Aportaremos uma, a partir do nosso ponto de vista, limitado e subjetivo como qualquer análise", anota.
Em primeiro lugar, diz o editorial, a identificação da população com o catolicismo é "mais festiva que profunda, já que persiste a falta de vocações, cresce a indiferença religiosa, e a contribuição gratuita dos contribuintes espanhóis às finanças da Igreja Católica Romana continua baixa, também a sua participação em atos litúrgicos".
"Não falemos da falta de natalidade exagerada na Espanha, que denuncia uma falta de submissão às normas vaticanas contra os métodos anticonceptivos. Em resumo, uma veneração à pessoa do papa, mas não à mensagem e aos valores católico-romanos que representa", assinala.
Uma veneração, prossegue a análise do editorial, muito acima da veneração que se tem ao próprio Jesus-Deus; "uma veneração claramente contrária à veneração que nenhum homem merece, segundo os textos sagrados do cristianismo", adverte.
Em segundo lugar, "essa visita evidencia que não interessa à Igreja Católica Romana o ecumenismo na Espanha. É difícil crer que em algum dos numerosos países europeus de maioria protestante se tivesse praticado semelhante silêncio ao cristianismo protestante como nessa visita papal a Madri. Nem no discurso, nem nos encontros oficiais se fez alguma menção, sinal ou gesto de diálogo ecumênico", lamenta o portal.
O editorial afirma que na Espanha só existe uma "aparência de ecumenismo, sem existência real de um diálogo ou aproximação". Existem iniciativas graças a católicos bem intencionados, mas não de parte dos seus superiores hierárquicos.
Em terceiro lugar, arrola o editorial, é praticado um discurso pela paz que contenta todo o mundo. Por um lado, ao católico Aznar, aliado do presidente norte-americano George Walker Bush e do primeiro ministro britânico Tonny Blair, desobedecendo à voz do papa. Aznar retratou-se beijando o anel e inclinando-se diante do Pontífice da Igreja de Roma.
Uma mensagem pela paz, prossegue a análise do editorial, que pode ser definida como mensagem para evitar a discórdia e servir de apoio e coesão em torno da hierarquia católica espanhola, afiançando o seu peso político na Espanha. Cada vez menor, mas nada desprezível, haja visto o peso social manifestado com o êxito na convocatória do papa em Madri.
Em quarto lugar, "o papa tem mantido o dogma ultracatólico que tanto o afasta do cristianismo protestantes em suas raízes bíblicas. Além de sua própria figura, um obstáculo `por si', manteve constante invocações aos santos, à Virgem Maria e ao apóstolo Santiago (essas duas figuras respeitadas pelo protestantismo, mas totalmente rechaçadas, por antibíblicas, como intercessoras perante Deus) para a bênção e proteção da Espanha", conclui o editorial.

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