Igrejas devem participar da pastoral voltada a portadores do HIV/aids
SAN SALVADOR, El Salvador, Abril 8, 2003
O pastor Oscar Sanhueza, do Chile, disse que é preciso integrar a ação das igrejas Taxi Heathrow Airport na luta contra a pandemia da aids e acompanhar os portadores do vírus da imunodeficiência adquirida (HIV).
Essa participação, definiu, deve acontecer tanto nas congregações locais como no âmbito nacional e continental. As igrejas podem e devem ser um espaço de educação a respeito da problemática da Aids e um lugar hospitaleiro de acolhida dos portadores do HIV.
Sanhueza apresentou relatório à Pré-Assembléia de Igrejas Luteranas da América Latina e do Caribe elaborado na Consulta Latino-Americana sobre a Aids, realizada em Catia La Mar, Venezuela, em março passado. A Pré-Assembléia está reunida, de 6 a 9 de abril, em San Salvador.
Participaram da Consulta em Catia del Mar educadores e pastores, portadores do vírus, que trocaram experiências a respeito do trabalho pastoral que as igrejas desenvolvem.
Gerou emoção o testemunho de portadores do vírus, relatou o pastor chileno. "Recordo com muita emoção o testemunho de Daisy, que disse: `Eu não sai a buscar a aids; a aids veio à minha casa, ao meu quarto’".
Outro momento emocionante aconteceu na Eucaristia, quando alguns portadores do HIV revelaram que eram excluídos em suas igrejas no momento da comunhão. "Aqui (na Consulta) senti a presença real de um Deus de amor e de misericórdia", confessou um participante.
Apesar desses problemas, Sanhueza mostrou-se otimista com as mudanças operadas na liderança de muitas igrejas latino-americanas com respeito ao tema da aids.
"Mudou sua linguagem, já não se referem aos enfermos, mas às pessoas que vivem com o HIV"; e há mais abertura para desenvolver um trabalho pastoral com os portadores do vírus, relatou o pastor chileno.
As ações das igrejas, defendeu Sanhueza, não podem ser fragmentadas ou isoladas, reflexo de um mundo quebrado, mas centradas na pessoa. Para cumprir essa missão, a Igreja tem que passar por cima dos seus muros e fronteiras, e sair ao encontro das pessoas e comunidades que estão excluídas, marginalizadas e estigmatizadas, declarou.
A Consulta propôs um programa de formação baseado em práticas que propiciem um compromisso maior e uma maior capacidade das igrejas locais para responder ao HIV-aids.
O pastor sugeriu, levando em consideração a experiência acumuladas, que Acción Ecuménica, da Venezuela, Educação Popular em Saúde (EPES), do Chile, e a Pastoral Ecumênica HIV-Aids, da Argentina, assessorem as igrejas a respeito das práticas de seu plano de ação.
Ele também propôs a criação de uma Rede de Saúde e Direitos Humanos das igrejas luteranas na América Latina, que incentive, arrole recursos e apoie os esforços das igrejas no campo do HIV-aids.
Outro desafio apontado pela Consulta às igrejas luteranas latino-americanas é a participação nos diferentes esforços que têm por objetivo assegurar o acesso a melhores níveis de medicação e tratamento a um custo mais baixo para pessoas que são portadoras do vírus.
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