
Sociólogo analisa livro sobre pentecostalismo
BUENOS AIRES, Argentina, Março 31, 2003
"Da Reforma protestante à pentecostalidade da igreja", do teólogo pentecostal Bernardo Campos, é uma contribuição Taxi Heathrow Airport científica ao conhecimento do pentecostalismo, com base em fontes teológicas e sociológicas, avalia o sociólogo argentino Hilário Wynarczyk.
O trabalho de Campos, anota o sociólogo, idealiza a potência funcional do pentecostalismo, mais precisamente o que ele chama de "pentecostalidade", como um veículo de justiça social que pode ajudar os setores populares, como um elemento de união do homem com Deus e como um fator de unidade da igreja cristã.
Segundo Campos, é possível “interpretar a história da Igreja como a história do conflito entre o carisma e a instituição". Nesse sentido, diz Wynarczyk, o livro aponta a existência de duas reformas, a protestante, luterana, calvinista e anglicana, que se vincularam à estrutura do poder, e a reforma radical, cuja figura mais destacada é Thomas Münzer, que queria uma Igreja que não fosse confundida com o Estado opressor e injusto.
Nesta segunda linha encontram-se os agrupamentos religiosos em posição subalterna, que afirmam uma utopia universal contra-hegemônica, protestante e transformadora ou potencialmente transformadora.
A tese central do trabalho de Campos é que "o pentecostalismo oferece a possibilidade de uma ruptura com a Reforma luterana e uma continuidade com a reforma radical".
O autor do livro também analisa as características de estrutura e função do pentecostalismo na América Latina, revistando com muito rigor as principais contribuições da sociologia e oferecendo uma contribuição própria através de uma classificação ou taxonomia dos pentecostalismos.
Um dado importante arrolado por Campos em seu livro é a questão da escatologia apocalíptica e, adentrando no século XX, a ideologia da santificação, centrada na idéia de restauração do poder carismático, que foi o motor do crescimento pentecostal.
No fundo, diz Wynarczyk, Campos traz a contradição entre o princípio pentecostal e a ação do Espírito Santo na vida humana, e a práxis pentecostal da manifestação do Espírito versus a institucionaliação, rotinização e burocratização do carisma, que tem lugar dentro das igrejas. Esses dois princípios opostos, opina o sociólogo argentino, lembram a circulação do ying e do yang no pensamento taoísta.
Wynarczyk diz, ainda, que no pano de fundo do livro de Campos encontra-se um anseio por justiça, que deve realizar-se através da religião, no sentido de defesa do mais pobre. Paradoxalmente, a mesma ideologia da santificação, que é o motor do crescimento do pentecostalismo, pode derivar numa tendência à busca do poder na for-ma de constantinização.
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O artigo completo de Wynarczyk sobre o livro de Bernardo Campos está disponível na página web da ALC: https://alcnoticias.org/mantenimiento/ad_ArticleEdit10.asp?aCode=1046&lanCode=2&aTitle=Religi%F3n+y+agenda+pol%EDtica

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