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Sexta-feira, 9 de Maio de 2003

Evangélicos são contra o aborto terapêutico

CARACAS, Venezuela, Março 20, 2003

 O Conselho Evangélico da Venezuela (CEV) manifestou-se contrário ao projeto de lei apresentado na Assembléia Taxi Heathrow Airport Nacional, que legaliza o aborto terapêutico no país. Argumentou, ainda, que o Parlamento não consultou nenhum grupo religioso a respeito.

O presidente da CEV, Samuel Olson, mostrou-se precavido ao emitir opiniões sobre o anteprojeto, pois, argumentou, "até agora não se conhece com exatidão o alcance da legislação".

Enfatizou, contudo, que é preciso olhar a norma com lupa, uma vez que "é muito delicado entregar nas mãos de uma pessoa o futuro de um bebê, porque ninguém tem o direito de tirar a vida do outro, nem mesmo uma mãe".

Embora existam situações que poderiam justificar esse tipo de decisão, como a violação ou malformação do feto, não se pode subestimar o propósito com que cada ser humano vem ao mundo, mencionou.

"Conheço muita gente cuja vida foi transformada ao ter em sua família uma criança enferma, porque as crianças são uma bênção, mesmo em meio à dor", argumentou Olson.

O líder evangélico disse que aprovar o aborto terapêutico poderia ser um primeiro passo para depois autorizar também a eutanásia a pessoas que sofrem alguma doença incurável, ou a anciãos que, materialmente, já não oferecem mais nada à sociedade.

"Deus é quem dá e tira a vida, e isso é um assunto que vai além do meramente biológico", destacou. O problema da sociedade pós-moderna, acrescentou, é que os princípios éticos e morais se sustentam sobre o que cada um considera seu bem, em levar em conta o bem do outro. "No entanto há princípios universais, como o respeito à vida, e isso desde o momento em que ela é concebida", assinalou o pastor.